31 de julho de 2025
OPINIÃO

Tem o dia de amanhã!

Ninguém sabe se isso vai inviabilizá-lo definitivamente com o público independente que é quem define eleições no Brasil

Por Genésio Araújo Jr
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Comentário opinião 170526.png Foto: Disney Plus

(Brasília-DF) A semana foi muito ruim para o que se chamou de Direita, mas que prefiro chamar de oposição.  Como foi ruim no final de abril e início de maio para o governismo.  Eu costumo afirmar, sem medo de errar, que não há dia ruim que não tenha fim e nem dia bom que dure pra sempre. Sempre há o dia de amanhã!

Amanhã, poderá ser ruim para o Governo, dias bons, mais à frente, para a oposição.

O problema nessa semana, especialmente nas revelações da relação de amiguinhos e sócios entre o presidenciável Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso do Banco Master, Daniel Vorcaro, é que os problemas que afligem Lula e o PT são conhecidos, ou requentados, enquanto o filho de Jair Bolsonaro, que se apresentava como o moderado para atrair um publico independente - qual teve o cristal da moralidade trincado à olhos vistos.  Flávio Bolsonaro mentiu publicamente e falou de fidelidade eterna a Vorcaro.

Ninguém sabe se isso vai inviabilizá-lo definitivamente com o público independente que é quem define eleições no Brasil, mas é evidente que foi ofertado ao campo conservador que já teve gente ilustrada em destaque, como Marco Maciel, Tancredo Neves e outros tantos - a possibilidade de discutir, em breve, brevíssimo, vida conservadora sem depender do bolsonarismo.

Os agentes do Mercado, lá em Nova York, durante a “Brazilian Week”, já entenderam - municiados por trackings bem pagos e por insides informations produzidos por colegas jornalistas que deixaram a redação para dar suporte a esta turma de poderosos – que a tendência da candidatura, mantida, de Flávio Bolsonaro, irá impedir que alternativas se apresentem à sociedade que não quer a permanência de Lula.

O entendimento é que Flávio Bolsonaro irá adiante, seja como for, e tende a contaminar toda uma tentativa de se encontrar um caminho pela política. Os Bolsonaro vão adiante para ganhar ou perder, pouco se importam com essa alternativa vista por agentes de mercado que já estão convencidos que, a partir de 2027, seja Lula ou o agora aflito Flávio Bolsonaro, pouco deverá mudar na lida com os problemas fiscais do país.

Nem Lula e nem Flávio Bolsonaro terão condições de enfrentar um Congresso que se assenhorou do orçamento e acabar com as vinculações orçamentárias, outro sonho. Nenhum dos lados teria condições de implementar uma, tida necessária e pontual, reforma constitucional.  Os ricos já sabem disso.

A dúvida é se a campanha eleitoral irá deixar isso claro para a sociedade, de que os dois principais candidatos em disputa não tendem a mudar radicalmente nada do que de está aí.

A tendência de muita baixaria pela frente, infelizmente, é o que se imagina; sinaliza não se colocar em destaque o que na verdade importa ao país. O Brasil tende a se beneficiar, naturalmente, da disputa das superpotências Estados Unidos e China.  Durante a guerra no Oriente Médio, mesmo com nossos problemas fiscais, o país foi eleito para receber recursos que vão além do investimento de motel.

O que se vê hoje, e o que se prenuncia para até breve, vai servir de justificativa para se cuidar do vai entrar e não do que deve ser controlado.

Os oposicionistas ganharam uma oportunidade para ir além, cobrar do Lulismo mais do que ele apresenta, o que seria bom para o país, mas infelizmente, tudo indica, o personalismo da ultra direita não vai permitir.

Bem, sabem como é, né, sempre tem o dia de amanhã!

Por Genésio Araújo Jr, jornalistas

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