31 de julho de 2025
OPINIÃO

Retomada, que retomada é essa?!

Os poderosos da República voltam a despachar na Capital do Brasil pouco antes do início do Reinado de Momo sob grande pressão

Por Genésio Araújo Jr
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Que retomada é essa?! Foto: Dr.Souto

(Brasília-DF) Acabou o janeiro interminável em que só se falava do Banco Master, como se ele fosse mudasse o futuro da história, e das peripécias do pretenso imperador do planeta, Donald Trump, que como sabemos tem tempo de validade, apesar de parecer que não!

Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, tem a reabertura tanto do Ano Legislativo como do Ano do Judiciário, personagens, se assim se pode dizer, de nossa República. Ano eleitoral, o último ano da legislatura e o primeiro ano de comando completo do ministro Edson Fachin, no STF, o último ano do terceiro mandato de Lula.

Lula vai enfrentar uma oposição que vai buscar derrubar seu veto do Pl da Dosimetria, manter pressão com a CPMI do INSS, prorrogando-a, criar a CPI do Master, criar a CPI da Secom e avançar com pautas de segurança, como desmontar a PEC da Segurança.

A Oposição também tem seus problemas.  Se está consolidada a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro fica claro, para quem não tem paixões, que o filho zero um do ex-presidente Jair Bolsonaro pode até ter piso alto, mas teto baixo. Essa história de um Bolsonaro não radical não cola para ninguém. As rachadinhas do passado ainda existem, existe possibilidade dele ter problemas na CPI do INSS. A forma como a oposição bolsonarista quer fazer todos de lacaios é notória.

O Centrão, o grande ator político dos últimos anos, sempre atuou em conserto, os grandes partidos desse bloco atuavam numa sintonia impressionante, Sendo Governo e Oposição ao mesmo tempo. Como se diz no mundo dos negócios, um “win-to-win”, um ganha-ganha sem precedentes e que fazia o velho MDB ficar impressionado. O próprio MDB não quer parecer, mas faz parte desse bloco sim.  O problema é que nunca tinha surgido um CEO (Chief Executive Office) para esse grupo. O secretário de Governo e Relações Institucionais do Governo de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, que tem três presidenciáveis filiados em seu partido ganha uma dimensão inapropriada para o modelo que o Centrão montou.  Isso é problema.

O Judiciário do Brasil que, goste-se ou não, ganhou dimensão internacional de ter feito o que o Estados Unidos não fez, salvou a democracia do fascismo, em pouco tempo está se explicando não por ter escolhido lado a favor da democracia, mas se explicando por que não quer dar explicações sobre como andam se comportando alguns de seus ministros. 

Os poderosos da República voltam a despachar na Capital do Brasil pouco antes do início do Reinado de Momo sob grande pressão e sabendo que vão ter que dar mais explicações do que saudações de boa vontade por uma Brasil melhor.

O Brasil, seja a oposição seja o governo, a sociedade, deveria  refletir sobre o chamado feito pelo Primeiro Ministro do Canadá, Mark Carney, lá em Davos, que convocou as chamadas potências médias, e o Brasil é uma delas, a como se prepararem para o novo Mundo que está surgindo, em que os Estados Unidos não pode ser visto como um parceiro do desenvolvimento e nem se pode ficar dependente de uma China, que não tem compromissos com a democracia, mas diz que tem com o multilateralismo, como se isso nos bastasse.

Os primeiros meses do ano serão de guerrilha entre os poderes para ver quem leva vantagem sobre o outro, para vem quem sofre menos, enquanto deveríamos estar discutindo o nosso papel nesse Mundo Novo.

O Brasil com a angústia dos poderosos vão esquecer o verdadeiro Brasil, profundo!

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

 

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