31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Ministra afirma que o Bolsa Família é grande alavanca para desenvolver o Nordeste. Tereza Campello, do Desenvolvimento Social, diz a deputados da bancada nordestina que de cada R$ 1,00 gasto no programa há retorno de R$ 1,78 do país<B

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Por admin
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(Brasília-DF, 16/10/2013) A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, destacou nesta quarta-feira, 16, durante o “Café da Manhã Colonial” promovido pela Bancada do Nordeste, que abordou os 10 anos do Programa Bolsa Família e suas consequências para a região, que para cada R$ 1,00 gasto no plano criado em 2003, o retorno gerado para o PIB (Produto Interno Bruto) do País é de R$ 1,78. Isso, segundo ela, apesar do programa ter um custo “apenas” de 0,5% do PIB.



Na oportunidade, Tereza Campello afirmou, também, que programa Bolsa Família instituído no primeiro ano do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão do ex-ministro Patrus Ananias à frende do MDS, é atualmente o “grande” instrumento de desenvolvimento, crescimento econômico e de geração de renda na região dos Estados nordestinos. O tradicional “Café da Manhã Colonial” promovido pela Bancada do Nordeste aconteceu como já é tradicional no restaurante do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) localizado no 10º andar do edifício Anexo IV da Câmara dos Deputados.



“Nós mostramos um número novo mostrando um estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) onde mostra que a cada R$ 1,00 que a gente gasta no Bolsa Família, retorna para o PIB, para a economia, R$ 1,78. Então para quem diz que é (apenas) gastar dinheiro, a gente está mostrando que o Bolsa Família é um investimento. E os dados mostram, ainda, que o varejo no Nordeste cresceu e cresceu muito e é ele que está puxando o varejo em todo o Brasil. Então este número tem que ser bastante divulgado”, apontou a ministra Tereza Campello.



A ministra enfatizou, ainda, que as críticas disparadas contra o Bolsa Família são de origens preconceituosas contra os pobres e contra os nordestinos. Tereza Campello demonstrou que os prêmios internacionais que o programa vem ganhando ano a ano apontam que o Bolsa Família é mais que um projeto de assistência social.



Na última terça-feira, 16, o programa Bolsa Família foi agraciado pela Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA, sigla em inglês), como maior entidade sobre o tema no mundo, que considerou o Bolsa Família “experiência excepcional e pioneira na redução da pobreza”.



“Nós tivemos a honra de ganhar um prêmio que é da maior associação internacional de seguridade social, que reúne institutos de previdências públicos e privados no mundo todo e é a primeira vez que este prêmio concedido ao Bolsa Família não só pelo impacto ou desempenho. Mas porque além de tirar as pessoas da pobreza empodera ( dá poder) estas famílias, mulheres e crianças. Então é motivo de orgulho muito grande ter recebido o prêmio que praticamente não foi divulgado em lugar nenhum, mas está hoje bombando nas nossas redes sociais”, comentou a ministra.



Início para outras ações de desenvolvimento



Segundo ela, a iniciativa federal é o ponto de partida para implementar ações efetivas que alavanquem os projetos de desenvolvimento econômico nos diversos segmentos dos pequenos negócios empresariais. Das 13,8 milhões de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família, sete milhões estão localizadas no Nordeste. O que, de acordo com a ministra, faz com que a região “se torne no principal carro-chefe” da economia varejista de todo o Brasil.



Com relação aos reajustes concedidos pelo governo federal para corrigir os valores pagos pelo programa às famílias mais carentes do País, Tereza Campello comentou que os reajustes que chegam até 50% acima da inflação são feitos de acordo com cada faixa econômica a que pertence cada família. A ministra ilustrou que quanto mais próxima a família estava da linha da miséria, os reajustes ano a ano para estas famílias seriam maiores do para aquelas que já começam a se distanciar de uma situação de tamanha necessidade.



Educação



Para desmentir os mitos de que o Bolsa Família incentivaria famílias cada vez maiores em número de filhos ou que desprivilegiaria o trabalho e o acesso a formação educacional, que surgiram, de acordo com ela, com as críticas ao programa, a ministra apontou os dados que mostram ao longo do últimos dez anos a evolução dos resultados escolares das crianças atendidas pelo Bolsa Família. “O impacto real do programa é maior na educação. As crianças atendidas pelo Bolsa Família estão ficando mais nas escolas”, falou a ministra.



Para comprovar tal constatação, Tereza Campello mostrou que antes do Bolsa Família, a média de abandono escolar era de 14% em todo o País e que este índice teria caído, em média, para 11% depois que o Bolsa Família passou a ser uma realidade para as populações mais desassistidas do País.



A ministra mostrou, também, que esta melhora pós-Bolsa Família pode ser verificado, ainda, nos resultados de desempenho escolar. De acordo com ela, 85% das crianças assistidas pelo programa têm avançado regularmente de séries e concluído na “idade certa”, aos 14 e ou 15 anos, o ensino fundamental.



Uma outra prova de que o principal programa da área social dos governos do PT tem melhorado a situação na educação das crianças assistidas pelo Bolsa Família é que quando estes números são comparados com as crianças das regiões do Centro-Sul que não são beneficiadas (que não precisam) os resultados alcançados são praticamente os mesmos.



Nas regiões Norte e Nordeste, o desempenho escolar das crianças assistidas é melhor do que das que não recebem o benefício também por não precisar do auxílio.



“O Bolsa Família consegue juntar três áreas principais de forma simples que com um cartão que vai para as mães aliviar a pobreza da população e quem tem criança é obrigatório o acompanhamento da frequência escolar e, com isso estamos acompanhando a fequência escolar de mais de 15 milhões de crianças em todo o Brasil bimestralmente, garantindo que estas crianças estejam nas salas de aulas onde a gente conseguiu que estas crianças tivessem um melhor desempenho em especial no Nordeste”, encerrou a ministra.



(Por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Valdeci Rodrigues)