Bancada do Nordeste. Ariosto Holanda quer definir no Orçamento da União os recursos necessários para o combate aos efeitos da Seca
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(Brasília-DF, 24/04/2013) O deputado Ariosto Holanda (PSB-CE) afirmou nesta quarta-feira, 24, que a principal ação dos parlamentares nordestinos para vencer os desafios que os períodos de estiagem provocam na região é a definição dentro do Orçamento Geral da União (OGU) dos recursos necessários para o convivio e combate aos efeitos da Seca.
A declaração do socialista cearense ocorreu durante o café da manhã nordestino que a Bancada do Nordeste promoveu na manhã de hoje, no restaurante do 10º andar do Anexo IV da Câmara dos Deputados. Holanda foi nomeado pelo coordenador do grupo parlamentar, deputado Pedro Eugênio (PT-PE), para funcionar como coordenador-adjunto para assuntos de Ciência e Tecnologia. Ele entende que o Nordeste só se livrará das suas amarras seculares com inovação tecnológica e capacitação profissional.
Paralelamente, as ações federais de emergência que o governo adota para o combate às consequências da seca, o deputado Ariosto Holanda defende que os parlamentares nordestinos têm que se esforçar, e se unir, para criar no mínimo, 26 Centros de Vocação Tecnológicos (CVTs), em cada Estado da região, para que a população do Semiárido consiga vencer em definitivo os desafios que a falta de água impõe. Ele calcula que para implantação de cada CVT seja necessário pelo menos R$ 3 milhões.
Por isso, ele está coletando junto aos demais parlamentares da região dados referenciais que apontem a quantidade de obras hídricas e de irrigação necessárias para que cada estado do Nordeste vença os desafios de combate às consequências da seca. Ele acredita que o primeiro passo é o diagnóstico. Assim, na avaliação deles, vai ficar mais fácil saber quanto o Nordeste precisa em recursos financeiros para conviver com a estiagem. Segundo ele, o Nordeste que tem atualmente 500 mil hectares irrigados, poderia alcançar um total de 2,3 milhões de hectares cobertos pelos sistemas de irrigação.
O socialista entende que o mapeamento das necessidades de obras hídricas (açúdes, barragens, canais etc) na região e mais a criação dos CVTs em cada um dos perímetros irrigados, ou em cada obra, poderá significar de maneira definitiva o domínio das populações do Semiárido nordestino com relação às dificuldades que a estiagem, recorrente a cada década, proporciona aos habitantes daquela região.
O parlamentar cearense declarou, ainda, que a criação de infovias (sistema de comunicação e conhecimento interligado pela rede mundial de computadores – internet) municiados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e com pleno acesso à população do interior do Nordeste, é mais uma ferramenta “fundamental” que os nordestinos precisam para vencer os efeitos nocivos da seca.
“A minha ideia é que nós definíssimos um deputado em cada Estado e que pudesse preencher isso aqui (Roteiro da Seca) das obras previstas. (…) Então, eu estou propondo no mínimo 26 CVTs por Estados. Vamos fazer uma ação suprapartidária identificando onde é melhor (a implantação) do CVT. Só aqui resulta em R$ 500 milhões para implantação de 180 CVTs em todos os Estados. Então é importante que a bancada de cada Estado pudesse sentar e definir como a gente poderia chegar nisto (interligação das obras com os CVTs e as infovias monitoradas pela Embrapa)”, falou.
A proposta defendida pelo deputado Ariosto Holanda encontrou eco tanto por parte do coordenador da bancada nordestina, Pedro Eugênio, que classificou a iniciativa do socialista de “muito importante e uma tarefa de casa” para os parlamentares da região, como pelo deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), ex-coordenador da Bancada do Nordeste, e pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN) que fizeram questão de reforçar a sugestão apresentada pelo socialista cearense.
(por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)