31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Presidente do DNOCS diz que órgão tem experiência para assumir qualquer função hídrica que está sendo proposta

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Por admin
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(Brasília-DF, 27/03/2013) O presidente do Departamento Nacional de Obras Contra às Secas (DNOCS), Emerson Fernandes, disse hoje, 27, que o órgão possui experiência suficiente para assumir qualquer função nas ações de infraestrutura hídrica que está sendo proposta dentro do novo Plano Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), que está sendo gerido pelo Ministério da Integração Nacional.



A declaração de Fernandes, exclusiva para a reportagem da agência Política Real, ocorreu após ele participar na manhã desta quarta-feira, 27, no auditório Freitas Nobre, no subsolo do Anexo IV da Cãmara, de uma reunião da Bancada do Nordeste que debateu a possível transformação do DNOCS numa estatal federal com atuação em todo o País, não só na região Nordeste.



O principal dirigente do DNOCS destacou, ainda, que as expertises do órgão comandado por ele, desde abril de 2012, não podem ser perdidas. Ele ressaltou que o DNOCS tem condições plenas de atuar tanto com foco, apenas, no Nordeste como é atualmente, e que não haveria dificuldades para a autarquia desenvolver o seu trabalho, atuando em todo o País.



Essas e outras declarações do presidente do DNOCS estão disponibilizadas, na íntegra, na entrevista que ele concedeu com exclusividade a Política Real:



Política Real: Como o Sr. analisa a reunião da Bancada do Nordeste de hoje e como vai ser essa negociação com o governo federal, que quer transformar o DNOCS num órgão de âmbito nacional?



Emerson Fernandes: Eu considero bastante satisfatório e, digo mais, excelente a reunião e o nível em que foram processados os debates e as conclusões que estamos chegando.



Mas, basicamente, eu não sinto que há um confronto, muito pelo contrário. Eu acho que estamos trabalhando é para a aglutinação de ideias e de propósitos para fazer com que este órgão, como eu bem disse, é o primeiro grande órgão de desenvolvimento regional do País, para que ele possa continuar prestando todos àqueles grandes serviços que prestou ao longo de quase 104 anos e de vivência.



E a gente sente que, particularmente, neste ano de 2013, que já é o terceiro ano de seca, há necessidade do DNOCS em existir, em executar toda a sua missão e todos os seus objetivos, que se tornam cada vez mais exigíveis, proeminentes, na medida de que o Nordeste está realmente carente de soluções para a convivência com a seca.



Política Real: Mas após o anúncio da proposta de nacionalizar o DNOCS, o Sr. vai trabalhar para que o órgão continue com a estrutura atual, preferencialmente, no Nordeste, ou pode até acatar a decisão do governo federal em transformá-lo numa entidade de âmbito federal?



Emerson Fernandes: Acatar a gente teria que acatar de qualquer forma. Mas há uma necessidade e isso foi colocado, inclusive, pelo secretário(executivo da Integração Nacional) Alexandre Navarro, de que nós tenhamos de priorizar aqueles locais onde há uma maior necessidade de atuação. O DNOCS já tem um “enezinho” de nacional, que o denomina de Departamento Nacional de Obras Contra as Secas.



Então, desde o príncipio, ele foi idealizado e previsto como um órgão que pudesse ter uma atuação no País. Nós temos atuações, por exemplo simples e reservado, mas o peixamento aqui do (lago) Paranoá (de Brasília) foi feito pelo DNOCS. Aliás, na área de psicultura, o DNOCS é convocado para dar a sua expertise, e transmitir seus conhecimentos, na Turquia, na Hungria, na Colômbia, no Peru.



Ou seja, é um órgão que é chamado a ministrar conhecimento, a espalhar toda a sua experiência ao longo do tempo. Essa experiência que a gente pretende, com a realização do concurso, não se perca. Tem que ter não só na área da psicultura, mas na área de perímetro irrigado, na área de construção de barragens e ninguém melhor que o DNOCS tem todo esse conhecimento e, evidentemente, não se pretende e nem se pode permitir que esse conhecimento seja perdido. Ou, que seja passado de forma fraturado, insuficiente para as gerações que vão se seguir.



Política Real: Mas não é perigoso misturar as competências do DNOCS com as novas competências, que essa nova entidade federal terá?



Emerson Fernandes: Não, porque não seriam novas competências. Seriam novas áreas de atuação. Nós não estaríamos fazendo absolutamente nada de novo. Até porque, fica até difícil se falar em novas competências para um órgão que no passado já construiu até campos de pouso, poços, estradas. Ou seja, já construiu um sem número de atividades que se somavam àquelas suas atividades primeiras, que eram a construção de barragens, de perímetros irrigados, perfuração de poços. Ou seja, tudo aquilo que envolvesse recursos hídricos.



(por(Brasília-DF, 27/03/2013) O presidente do Departamento Nacional de Obras Contra às Secas (DNOCS), Emerson Fernandes, disse hoje, 27, que o órgão possui experiência suficiente para assumir qualquer função nas ações de infraestrutura hídrica que está sendo proposta dentro do novo Plano Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), que está sendo gerido pelo Ministério da Integração Nacional.



A declaração de Fernandes, exclusiva para a reportagem da agência Política Real, ocorreu após ele participar na manhã desta quarta-feira, 27, no auditório Freitas Nobre, no subsolo do Anexo IV da Cãmara, de uma reunião da Bancada do Nordeste que debateu a possível transformação do DNOCS numa estatal federal com atuação em todo o País, não só na região Nordeste.



O principal dirigente do DNOCS destacou, ainda, que as expertises do órgão comandado por ele, desde abril de 2012, não podem ser perdidas. Ele ressaltou que o DNOCS tem condições plenas de atuar tanto com foco, apenas, no Nordeste como é atualmente, e que não haveria dificuldades para a autarquia desenvolver o seu trabalho, atuando em todo o País.



Essas e outras declarações do presidente do DNOCS estão disponibilizadas, na íntegra, na entrevista que ele concedeu com exclusividade a Política Real:



Política Real: Como o Sr. analisa a reunião da Bancada do Nordeste de hoje e como vai ser essa negociação com o governo federal, que quer transformar o DNOCS num órgão de âmbito nacional?



Emerson Fernandes: Eu considero bastante satisfatório e, digo mais, excelente a reunião e o nível em que foram processados os debates e as conclusões que estamos chegando.



Mas, basicamente, eu não sinto que há um confronto, muito pelo contrário. Eu acho que estamos trabalhando é para a aglutinação de ideias e de propósitos para fazer com que este órgão, como eu bem disse, é o primeiro grande órgão de desenvolvimento regional do País, para que ele possa continuar prestando todos àqueles grandes serviços que prestou ao longo de quase 104 anos e de vivência.



E a gente sente que, particularmente, neste ano de 2013, que já é o terceiro ano de seca, há necessidade do DNOCS em existir, em executar toda a sua missão e todos os seus objetivos, que se tornam cada vez mais exigíveis, proeminentes, na medida de que o Nordeste está realmente carente de soluções para a convivência com a seca.



Política Real: Mas após o anúncio da proposta de nacionalizar o DNOCS, o Sr. vai trabalhar para que o órgão continue com a estrutura atual, preferencialmente, no Nordeste, ou pode até acatar a decisão do governo federal em transformá-lo numa entidade de âmbito federal?



Emerson Fernandes: Acatar a gente teria que acatar de qualquer forma. Mas há uma necessidade e isso foi colocado, inclusive, pelo secretário(executivo da Integração Nacional) Alexandre Navarro, de que nós tenhamos de priorizar aqueles locais onde há uma maior necessidade de atuação. O DNOCS já tem um “enezinho” de nacional, que o denomina de Departamento Nacional de Obras Contra as Secas.



Então, desde o príncipio, ele foi idealizado e previsto como um órgão que pudesse ter uma atuação no País. Nós temos atuações, por exemplo simples e reservado, mas o peixamento aqui do (lago) Paranoá (de Brasília) foi feito pelo DNOCS. Aliás, na área de psicultura, o DNOCS é convocado para dar a sua expertise, e transmitir seus conhecimentos, na Turquia, na Hungria, na Colômbia, no Peru.



Ou seja, é um órgão que é chamado a ministrar conhecimento, a espalhar toda a sua experiência ao longo do tempo. Essa experiência que a gente pretende, com a realização do concurso, não se perca. Tem que ter não só na área da psicultura, mas na área de perímetro irrigado, na área de construção de barragens e ninguém melhor que o DNOCS tem todo esse conhecimento e, evidentemente, não se pretende e nem se pode permitir que esse conhecimento seja perdido. Ou, que seja passado de forma fraturado, insuficiente para as gerações que vão se seguir.



Política Real: Mas não é perigoso misturar as competências do DNOCS com as novas competências, que essa nova entidade federal terá?



Emerson Fernandes: Não, porque não seriam novas competências. Seriam novas áreas de atuação. Nós não estaríamos fazendo absolutamente nada de novo. Até porque, fica até difícil se falar em novas competências para um órgão que no passado já construiu até campos de pouso, poços, estradas. Ou seja, já construiu um sem número de atividades que se somavam àquelas suas atividades primeiras, que eram a construção de barragens, de perímetros irrigados, perfuração de poços. Ou seja, tudo aquilo que envolvesse recursos hídricos.



(por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)