Bancada do Nordeste. Para Júlio Cesar, “todos os programas de logísticas do governo, em rodovias e ferrovias, estão de costas para o Nordeste”. Parlamentar piauiense queixa-se à ministra Ideli que os novos programas do governo federal estão sempre voltado
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(Brasília-DF, 21/08/2012) Ao fazer uma análise detalhada do Programa Nacional de Investimentos em Logística – Rodovias e Ferrovias, que o governo federal lançou na semana passada, o deputado federal Júlio César (PSB-PI) afirmou na reunião da Bancada do Nordeste, realizada nesta terça-feira ,21, com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), que “os novos programas do governo estão todos de costas para o Nordeste”.
“Gosto de fazer comparativo. Estou há 30 anos estudando o Nordeste”, disse o parlamentar á ministra e ao representante do Ministério dos Transporte, Daniel Sigelmann.
“Já avaliei todos os indicadores econômicos e sociais, de crescimento e a nossa região há 71 anos tem um PIB per capta que fica entre 45% e 47%, e um PIB nominal entre 13% e 14%. Representamos 28% da população e do eleitorado brasileiro”, informou.
Segundo o deputado “observei no documento entregue pelo Ministério dos Transportes, na parte que trata de rodovias, e lamentavelmente todo os programas estão de costa para Nordeste. Começa na Bahia a estrada mas vai para o Sul e Sudeste. Tudo quanto é novo não vai para o Nordeste”.
Segundo ele, no item que trata sobre ferrovias, “se repete a mesma coisa: o programa está de costa pro Nordeste”. Ele disse que “só tem um pedacinho de ferrovia, que começa em Açailândia, no Maranhão e vai pro Pará (Porto da Vila do Conde). Os restante está em estudo, evidentemente fora o que está em execução pelo PAC, que é a Transnordestina, que está parcialmente paralisado”.
“Eu gostaria, senhora ministra Ideli e representante do ministro dos Transportes, que esses planos de logística do governo olhassem mais para o Nordeste, pois todos os novos investimentos divulgados são só para o Sul e Sudeste”, queixou-se o deputado.
Júlio César questionou, ainda, se os 10 mil quilômetros de ferrovia previstos no Programa Nacional de Investimentos em Logística lançado na semana passada pelo governo Dilma “se vão ser modernizada com nova bitola de trem, pois se essas linhas estão desativadas las estão é porque são bitolas antigas.
Outra questão abordada pelo deputado piauiense foi sobre os encargos financeiros das concessões.
“Os recursos que vão beneficiar essas obras certamente serão do BNDES, que são captados no mercado. Pelo menos nos últimos dois anos, foram captados mais de R$ 200 bilhões, com taxa Selic, que é bem maior. O próprio Tribunal de Contas identificou uma equalização pelo Tesouro de R$ b28 bilhões. Pergunto: o que que isso vai representar para o povo brasileiro, a equalização dessa taxa, captada à Selic, e financiada para os empresários com taxa talvez apenas dois terços do encargo que a própria União vai pagar”, acrescentou.
(Por Gil Maranhão, para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)