31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Estudo da Petrobras mostra queda na produção de petróleo em cinco estados do Nordeste. Documento distribuído aos parlamentares nordestinos retrata situação nos itens investimento e custeio; empregados próprios e terceirizados; royalti

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(Brasília-DF, 08/08/2012) Um estudo apresentado pelo o gerente-executivo de Exploração e Produção Norte/Nordeste da Petrobras, Cristóvão Sanches, deixou surpreso e um tanto preocupado os deputados/as federais que representam os nove estados do Nordeste no Congresso Nacional.



Intitulado “Atuação da Petrobras nos estados do Nordeste” – mostrando a situação em apenas cinco estados da região: Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará -, o documento foi apresentado na reunião da Bancada do Nordeste, realizada nesta quarta-feira (8), no Anexo III da Câmara dos Deputados. O encontro foi articulado pelo coordenador do grupo, deputado José Guimarães (PT-CE)



O documento distribuído aos parlamentares nordestinos retrata a situação da produção da produção de petróleo, observando os seguintes itens como produção de petróleo (barril/dia); investimento e custeio; empregados próprios e terceirizados; royalties e proprietários de terras.



No estado da Bahia, a curva de produção de 1941 a 2011, apresenta alto e baixos, e uma queda acentua nos últimos 20 anos, apontando até julho deste ano cerca de 100 mil BOE (barril de petróleo, por dia). Já nos itens investimento e custeio, os baianos comemoraram: houve aumento de 476%, de 2000 a 2012. Quanto aos royalties foram R$ apenas 22 bilhões, em 2011, e R$ 355 milhões pagos a proprietários de terras, no mesmo ano. Atualmente existe d 2.051 empregados próprios, e 9.466 terceirizados.



Em Sergipe, a curva de produção apresenta até 06 de agosto deste ano em torno de 60 mil barris/dia; investimento e custeio com aumento de 344% de 2001 a 2012; 1.767 empregados próprios e 7.905 terceirizados. Pagamento de royalties foi abaixo de R$ 10 milhões até junho deste ano, e menos de R$ 150 milhões a proprietários de terras.



Alagoas também registrou queda na produção, principalmente a partir de 2002, registrando até agosto deste ano menos de 15 mil barris/dia. Investimento e custeio teve aumento de 185%. O número de empregados próprios é de apenas 251, enquanto o de terceirizados é de 1.123. E teve de royalties menos de R$ 10 milhões.



O Rio Grande do Norte também registrou queda acentuada na sua produção de petróleo, de 1976 a 2012, como revela o estudo da Petrobras. O estado produz hoje em torno de 80 mil barris/dia. Em termos de investimento e custeio é o que teve maior aumento: 666%. O número de empregados próprios é de 1.761, e os terceirizados 9.123. O estudo não revela pagamento de royalties.



No estado do Ceará, a situação da produção, segundo o estudo apresentado por Cristóvão Sanches, é uma das mais delicada. Queda de cerca de 30 mil barris/dia, na década de 90, para menos de 10 mil barris/dia este ano. O número de empregados próprios hoje no estado é de 175 e 905 terceirizados. O estado recebeu em 2011 de royalties menos de R$ 5 milhões, e cerca de R$ 42 milhões de proprietários de terras.



Na região Nordeste como um todo, o estudo da Petrobras revela, na curva da produção, uma queda de cerca de 300 mil barris/dia, na final da década de 90, para cerca de 220 mil barris/dia em junho deste ano. O aumento de investimentos pulou de R$ 1.253 milhões, em 2001, para R$ 4.968 milhões, em 2012; custeio saltou de R$ 2.176 milhões, em 2001, para R$ 6.869 milhões, em 2012.





(Por Gil Maranhão, para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)