31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. “O que o governo tem feito pela seca é muito tímido”, reclama Negromonte, que volta a defender ‘PAC do Semiárido’

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Por admin
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(Brasília-DF, 13/06/2012) “Acho que a proposta do governo Dilma, até o momento, para a questão da seca, em geral é muito tímida, está muito aquém nós esperamos, e o sertanejo não consegue enxergar uma coisa: nos grandes centros o governo federal está fazendo obras de metrô, e lá no interior as pessoas ainda precisam de carros-pipas. Então é algo surrealista”



A declaração é do ex-ministro das Cidades, deputado federal Mário Negromonte (PP-BA), ao avaliar, nesta quarta-feira (123), as medidas anunciadas e o que foi feito, de março (quando o tema veio à mídia) até este mês, pelo governo federal, na questão do enfrentamento da seca e seus efeitos na região Nordeste. O deputado voltou a defender o que ele chama de “PAC do Semiárido”.



O desabafo foi feito após a reunião da Bancada do Nordeste realizada na manhã de hoje no Anexo III da Câmara. O deputado avaliou como importante as ações anunciadas pelo novo superintendente da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), Luiz Gonzaga Paes Landim, e pelo novo presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz Bastos de Matos, que apresentaram aos parlamentares nordestinos o Plano de Ação dos referidos órgãos.



No evento, coordenado pelo deputado José Guimarães (PT-CE), a ministra Ideli Salvatti também anunciou as medidas do governo para renegociação da dívida dos pequenos e médios produtores rurais em – áreas atingidas pela seca na região.



À Agência de Notícias Política Real, o deputado Mário Negromonte falou com exclusividade o que seria o PAC do Semiárido.





“Seria a garantia de recursos para obras estruturantes, porque é a maior seca que nós estamos atravessando nas últimas décadas, e o governo sempre busca ‘paliativos’. Ou seja, quando chove, as obras são suspensas”, queixa-se o deputado baiano.



Para ele, a solução para enfrentamento da seca na região são “obras estruturantes permanentes”, que , segundo ele, “são obras para gente conviver com a seca e não para combater a seca”.



Negromonte cita, como exemplo, a perfuração de poços artesianos, construção de barragens, aguadas, açudes, e implantação de sistemas simplificados de fornecimento de água, “dentre outras obras do PAC, que duram quatro, oito anos, mas que resolvam os problemas do semiárido nordestino”.



O deputado informa que a Bahia, por exemplo, que detém 60% do semiárido, é o estado mais atingido da região e que mais sofre, com essa estiagem prolongada. “O estado da Bahia nós temos 240 municípios em estado de emergência, e registrou grande perda em sua produção. A situação é calamitosa. Então, precisamos suspender os débitos dos pequenos agricultores nos bancos e garantir recursos para a irrigação e produção”.



O ex-ministro das Cidades voltou, também, a conclamar a união dos parlamentares da região para consolidação desta proposta.



“A gente precisa unir a bancada nordestina, que tem 151 deputados federais e 27 senadores e levar essa proposta para presidente Dilma para ampliar o PAC no semiárido”, disse.



Quando questionado sobre os recursos para viabilização dessas obras (estruturantes), o deputado lembra que existe o G-PAC, “que administra todas as obras desse programa e envolve vários ministérios, como Integração Nacional, Fazenda, Planejamento, Casa Civil, Cidades, e outros”.



“Tenho certeza que o governo tem recursos. A presidente Dilma tem um projeto de combate a pobreza, e a gente sabe que a pobreza está concentrada principalmente no Nordeste em função da seca”, acrescentou.



(Por Gil Maranhão, para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)