31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Zézeu Ribeiro defende ação articulada entre órgãos regionais do NE com as políticas nacionais, a preservação da Caatinga e revitalização do ‘Velho Chico’

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Por admin
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(Brasília-DF, 13/06/2012) O deputado federal Zézeu Ribeiro (PT-BA) defendeu nesta quarta-feira ,13, que as cinco maiores instituições de caráter regional no Nordeste desenvolvam um trabalho articulado, cada um dentro da sua especialidade, e ao mesmo tempo tenham uma ação articulada com as políticas nacionais, com vista a promoção do desenvolvimento socioeconômico da região e minimizar as desigualdades no Brasil.



Ele participou do “café nordestino” desta manhã organizado pelo grupo parlamentar Bancada do Nordeste que recebeu o diretor superintendente da Sudene, Luiz Gonzaga Paes Landim, o diretor presidente da sodevasf, Elmo Vaz, e, ao final, a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais





Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias Política Real, o ex-coordenador da Bancada do Nordeste na Câmara dos Deputados, avaliou as situações colocadas em debate pelo novo titular da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Luiz Gonzaga Paes Landim, e pelo novo presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz Bastos de Matos.



As colocações foram feitas na primeira parte da reunião da Bancada do Nordeste, realizada hoje, no Anexo III da Câmara, coordenada pelo deputado José Guimarães (PT-CE). Nessa etapa da reunião, tanto a Sudene, como a Codesvasf, apresentaram seus Planos de Trabalho para 2012-2013. r



Abordado sobre a manifestação dos parlamentares nordestinos na defesa por maior fortalecimento da estrutura funcional da Sudene, Zézeu Ribeiro explicou que a Medida Provisória 566/12 já estabelece a realização de concurso para provisão de cargos no órgão.



“Essa medida é fundamental para dar vida à Sudene”, disse o deputado, ressaltando que é um processo demorado.



“Ainda se tem uma visão muito paulistana do Brasil com relação ao desenvolvimento”, diz Zezéu, reclamando que a tecnoburocracia ainda perdura com enfoque muito grande e sem compreender essa nossa diversidade que a unidade se faz em cima da pluralidade, da diversidade e não existe um País soberano ativo com regiões tão debilitadas”.



Para o deputado petista, a saída é um trabalho articulado entre os cinco mais importantes órgãos de desenvolvimento da região Nordeste.



“A gente precisa precisa corrigir isso e precisamos aprofundar essa discussão definindo prioridades de forma coletiva, com intervenção conjunta, cada qual na sua especificidade nos órgãos regionais – A CHESF, a Sudene, a Codevasf, Dnocs e o Banco do Nordeste,. Essas cinco instituições que tem caráter regional, tem que estar articulados em si, e articular esses órgãos com as políticas nacionais em curso”.





Segundfo Zézeu Ribeiro, “temos sempre que se perguntar com relação às políticas nacionais: onde o Nordeste entrar aí? Como que a gente dar um enfoque especifico para a nossa questão regional, no sentido de tratarmos diferentemente os desiguais, porque quando a gente trata igualmente os desiguais, acirramos as desigualdades. Esse é o grande dilema”.

Com relação à Codevasf, o deputado baiano afirma que o órgão tem muitos recursos, mas ainda há uma dispersão muito grande de atribuições. E defendeu mais investimento nas obras de integração do rio São Francisco.



“A questão da revitalização do rio São Francisco, por exemplo, tem que ser um elemento fundamental na ação da Codevasf, e em todos os seus aspectos”, sugeriu o parlamentar.



Zézeu também enfatiza que a questão da irrigação não pode ser generalizada e apresentada como solução para o Nordeste como um todo.



“É uma solução para áreas localizadas, nos vales úmidos e nas suas áreas de influência e não no sertão brabo onde há carência de solo e outros problemas”.



Ao final da entrevista, o deputado Zézeu Ribeiro também defendeu a preservação e valorização da Caatinga.



“A gente tem que reconhecer na Caatinga um potencial extraordinário, de novidade de crescimento, de intervenção pública e privada que mantenha a Caatinga e tire dela o melhor proveito, e não a gente acabe a Caatinga tento colocar espécie exógenas que não vão sobreviver a essa realidade”.



(Por Gil Maranhão, para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)