ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. “Segurança e educação serão o foco da minha candidatura e gestão, se for eleito prefeito de Maceió”, revela Givaldo Carimbão. Coordenador da bancada federal de Alagoas no Congresso Nacional, deputado terá sua candida
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Publicado em
Gil Maranhão
Agência Política Real
(Brasília DF, 12/05/2012) Este mês de maio é decisivo para os parlamentares (deputados federais e senadores) que pretendem disputar a prefeitura de sua cidade, nas eleições municipais que acontecem em outubro.
São poucos os deputados, no entanto, que são pré-candidatos a prefeito de capitais. Inclusive na região Nordeste. Dentre eles, está o coordenador da bancada federal do estado de Alagoas no Congresso Nacional, Givaldo Carimbão.
“Estamos confiantes em uma vitória que a gente já começou a construir”, disse o líder dos alagoanos na Câmara, esta semana, em entrevista à Agência de Notícias Política Real.
A candidatura de Carimbão será oficializada no próximo dia 18, conforme ele anunciou após a reunião da Bancada do Nordeste com a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), para tratar de medidas impactantes para socorrer aos agricultores familiares vitimas que estiagem que se prolonga pela região desde junho do ano passado, e de convivência com a seca no semiárido.
E será prestigiada pelo presidente do seu partido, Eduardo Campos, governador de Pernambuco; o governador do seu estado, Tetônio Vilela Fiilho, e por deputados estaduais e federais, senadores, lideranças e militantes socialistas.
Na entrevista que segue ele fala de temas que estão na pauta do PSB no Congresso Nacional, da relação com o governo Dilma e, claro, de eleições 2012 – quando afirma que a segurança pública e a educação são as duas áreas de destaque no seu plano de governo e que ele pretende trabalhar de forma afinada, no caso de ser eleito em outubro próximo.
Política Real : Deputado, esse ano o Congresso começou votando temas polêmicos que provocaram grandes debates. Essa pauta tem contemplado o PSB? Quais são as prioridades da bancada socialista?
Givaldo Carimbão : Este é um ano de eleições, e o Congresso tem pressa em discutir, voitar e aprovar muitos temas. Destaco, dentre as prioridades do nosso partido, a questão da PEC 300, que trata da questão do piso nacional dos policiais militares e do Corpo de Bombeiros. Precisamos rpiroizar essa proposta. Veja bem, esse contraste, por exemplo, onde o Rio de Janeiro pagar R$ 1.000,00 a um policial, e Sergipe paga quase R$ 3 mil isso. Tem que chegar a um meio termo, a um equilíbrio. O partido também acompanha atentamente as discussões sobre a aposentadoria dos servidores…
P.R: …sobre a nova distribuição dos royalties do poetróleo também?
G. C: É. os royalties precisam ser discutidos e ter um definição. Temos que encontrar um caminho. Não dá mais para ficar enrolando, perdendo tempo e os estados brasileiros perdendo recursos
P.R: E a relação do PSB com o governo Dilma, deputado, vai bem, na sua opinião?
G. C: Nosso objetivo é dar governabilidade ao governo Dilma, pois o PSB faz parte da base aliada e mantem-se firme nesse período de transformação que o Brasil passou e passa. Temos defendido e cobrado a agilização do governo na liberação de recursos e das ações em vários programas sociais. Um programa que nós temos defendido é o Programa Água Para Todos, no Ministério da Integração Nacional, para o sertão e semiárido do Nordeste.
P. R: Tem, ainda, a questão das drogas, que o senhor foi relator do projeto que discutiu o tema na Câmara…
G.C: É tem toda essa discussão sobre o combate as drogas, um tema que está incomodando a sociedade brasileira. O PSB encampou essa luta, mostrando como podemos enfrentar e resolver essa questão, fortalecendo muito mais um trabalho de prevenção e de recuperação, e de reinserção social dos dependentes químicos.
P.R: Deputado, vamos falar de Eleições 2012. O senhor é um dos parlamentares nordestinos que está disputando uma prefeitura de capital. Que temas o senhor pretende destacar na sua campanha para a Prefetura de Maceió? E por quê?
G.C: Para mim prioritária é a segurança pública. Não obstante, em tese, a segurança pública seja uma obrigação do Estado, acho que deve se estabelecer uma parceria com o município. Mesmo que as cadeias públicas sejam de responsabilidade do Estado, mas é do cidadão alagoano e maceioense. Então, se eu for eleito prefeito de Maceió, colocarei na minha pauta como prioritária, absoluta, a segurança pública, que é uma grande preocupação hoje nacional.
Segundo, é a questão da educação. Eu não posso admitir que em pleno século 21 nós ainda termos com um percentual elevado de jovens fora da sala de aula. E sendo prefeito de Maceió, alguns temas para mim são muito claro na área da educação. Muito mais do que colocar alunos em sala de aula, quero colocar tempo integral no ensino fundamental. Pretendo também colocar na grade curricular do ensino a Cultura de Paz. O Ministério da Educação (MEC) já está admitindo inserir em 2014, e nós colocamos em 2009, o governo do estado de Alagoas. Estamos, portanto, há cinco anos na frente do Brasil. E Maceió, eu sendo prefeito, instalarei imediatamente a Cultura de Paz na rede de ensino público municipal, pois é uma prevenção contra a violência..
P.R: E por que, deputado, a Cultura de Paz?
G.C: A Cultura de Paz é uma metodologia onde se ensina valores a partir dos professores, funcionários, alunos e família. Ou seja, os valores deixarem de ser ensinados na escola. Ensinaram as ciências exatas, Matémática, Física, Química e Biologia, e também o Português, mas não ensinaram e nãoi ensinam mais os valores. Eu me lembro que antes tinha Moral e Cívica, depois OSPB (Organização Social e Política do Brasil). Só que acabaram, eram matérias que ganharam força dentro de um modelo repressista, levavam uma direção mais sob a ótica do Regime da Ditadura. Mas hoje as coisas mudaram, e é preciso retomarmos, na sala de aula, o debate e o ensino dos valores do ser humano, da família, da sociedade, trabalhar a questão cidadania, da solidariedade, dos direritos e deveres do cidadão.
P.E: O senhor pretende, então, voltar a sua gestão mais para a questão humana, de valorização do ser humano?
G.C: É por ai. Pra mim, esse negócio de pagar a folha, é B com A, bebabá. O prefeito que não tapar buraco, não tiver a cidade limpa e o pagamento em dia dos funcionários, não está fazendo nada . Então, isso é o óbvio, isto é o feijão com arroz, e não se discute. Agora quero ir muito mais além, fazer muito mais do que isso, que trivial. É fazer isso e a partir daí trabalhar em cima de programas ousados, que temos que enfrentar. E na minha gestão, se for eleito prefeito de Maceió, o desafio é a questão do enfrentamento e combate à violência e educação. São prioridades absolutas.
P.R: Deputado, neste caso, o senhor pretende fazer num casamento entre a Educação e a Segurança pública do cidadão. Explique como será isto na prática?
G.C: Veja bem, a violência ela vem por parte da falta de educação. Então, não adianta eu estar enxugando o dinheiro, recuperando o dependente químico, se eu também não fizer a prevenção para que ele não chegue lá. Então é preciso fazer um trabalho forte na área da educação, e da prevenção, para se chegar a segurança pública. Darei, portanto, absoluta prioridade às questões humanas, se for prefeito de Maceió.
P.R: E a construção das alianças em torno da sua candidaturas, como está se dando?
G.C: As eleições, a nossa campanha, vão começar pra valer a partir de junho. Mas o governador Teotônio Vilela, o senador Benedito Lira, o meu partido, tem conversando muito comigo. Por enquanto tenho me concentrado nas questões que envolvem os interesses da Bancada de Alagoas, e nos debates da Bancada do Nordeste. Vou pensar totalmente na eleição a partir de junho.
(Por Gil Maranhão, para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)