ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Vereador anti-fumo de Fortaleza quer controlar até os filtros de cigarro. Ele lembra a experiência do ex-Presidente Lula que começou fumando pituca, bagana<BR>
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(Fortaleza-CE, 11/05/2012) Uma proposta do projeto de indicação do vereador Marcelo Mendes (PTC) em Fortaleza chama atenção pela originalidade. Ele quer a Prefeitura dê uma destinação final ambientalmente adequada aos filtros de cigarros. Segundo o vereador o atual projeto é complementar a um outro projeto dele.
“É uma luta nossa para fazer valer a lei anti fumo em Fortaleza”, destaca o vereador. Conforme Marcelo Mendes existe um projeto no âmbito estadual aprovado que versa sobre o assunto que é de autoria do deputado Dedé Teixeira (PT).
Para Marcelo Mendes, o projeto ele vai mais além que o aprovado na Assembleia Legislativa. “O nosso projeto avança um pouco mais, limitando algumas áreas e deixando os espaços coletivos livres do cigarro, da fumaça provocada pela cigarro”, destaca. Ele lembra que no projeto estadual há previsão para criação dos fumodromos dentro dos restaurantes e dos espaços públicos.
“Mas nós sabemos que a fumaça não sabe respeitar a lei. Você não pode imaginar num restaurante de trinta, quarenta mesas, dividir o restaurante na metade e dizer: fumaça você fica só do lado esquerdo e não vai para o lado direito, onde as mesas dos não fumantes. Então prevendo esta dificuldade técnica que é nós avançamos um pouco mais”, relata.
O vereador lembra que sua lei é mais dura: “Nós pretendemos agora com essa complementação dá também um tratamento ambientalmente adequado a questão das pontas de cigarro. Porque o restante do cigarro que fica é também poluente. Além do aspecto social dele ficar exposto, onde nós temos casos de pessoas, não só moradores de rua, mas o próprrio ex-presidente da República, Lula, admitiu que aos quatorze, quinze anos andava no chão procurando a chamada bagana, a pituca do cigarro para fumar”, cita.
Marcelo Mendes diz que a Prefeitura precisa não só se preocupar com o dejeto desse cigarro, “como também é importante compreender que o cigarro tem mais de quatro mil substâncias tóxicas à saúde. Deste a naftalina até o diodeto. Então se nós deixarmos este cigarro no lixo comum dos restaurantes, das casas ele vai infectar o nosso lençol freático, nossas águas, as nossas áreas verdes. Porque quantos milhões de restantes de cigarros não são jogados diariamente no lixo normal comum. Ai nós estamos pensando numa cidade de dois milhões e meio de habitantes, mesmo não sabendo exatamente o número de fumantes, mas dados do Ministério da Saúde, dizem que pelo menos dezoito por cento em médias das grandes capitais são compostas por fumantes”.
Ai o vereador faz um cálculo: “se dezoito por cento de dois milhões e meio de pessoas como uma carteira de cigarros tem vinte cigarros, você imagina os milhões de cigarros que não são anualmente jogados no lixo do fortalezense. Então isso vai para as áreas que tenham comprometimento ambiental”.
Marcelo Mendes finaliza dizendo que “a nossa intenção é assim como há a preocupação com o lixo hospitalar, nós darmos um tratamento adequado a questão do lixo dos restantes dos cigarros”.
(por Lauriberto Braga, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Jr )