31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM SEMANA. Convênio entre Vale e Petrobras de R$ 4 bilhões vai gerar 3 mil empregos iniciais em Sergipe na produção de potássio. Governador Marcelo Déda comemorou anúncio feito na quinta-feira (19) pela presidnte Dilma, que vai ao estado na s

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Gil Maranhão

Agência Politica Real



(Brasília-DF, 21/04/2012) O governador de Sergipe, Marcelo Déda, ainda comemora a notícia veiculada ontem (quinta-feira, 19), com exclusividade pela AGÊNCIA POLÍTICA REAL.



Antes da solenidade de posse do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o sergipano Ayres de Britto, ocorrida no final da tarde – ele foi surpreendido pela presidente Dilma, que lhe comunicou sua visita ao estado na próxima segunda-feira (23), para assinar o convênio de R$ 4 bilhões entre a Vale e a Petrobras, pelo Projeto Carnalita.



A visita da comita do Planalto – presidente Dilma deverá ir acompanhada de alguns ministros – levou o governador a antecipar a sua volta para o estado, uma vez que além da assinatura do convênio, pela manhã, na cidade de Rosário do Catete (a 37 quilômetros da capital), a presidente também marcou para Aracaju, na parte da tarde, reunião com governadores do Nordeste para discutir os efeitos da estiagem prolongada na região.



PROJETO CARNALITA



Estratégico para o desenvolvimenrto socioeconômico de Sergipe, o Projeto Carnalita consiste na extração do mminério carnalita que será utilizado na produção de potássio, indispensável na composição de fertilizantes.



Com a assinatura do contrato entre a Vale (empresa produtora) e a Petrobras (proprietária da jazida que será arrendada para a exploração da carnalita), os investimentos podem chegar a US$ 4 bilhões. E vai gerar, inicialmente, 3 mil empregos, e depois mais mil, quando a fábricada estiver instalada e plenamente funcionando – como informou à esta Agência de Notícia, a assessoria do governador.



PERSISTÊNCIA DE DÉDA



Embora o convênio venha ser firmado com 15 meses do governo Dilma Rousseff, o Projeto Carnalita começou a ser discutido pelo governador Marcelo Déda ainda no governo do presidente Lula.



A assessoria do governador informou a nossa Reportagem que Déda não mediu esforços ao longo dos últimos cinco anos e meio para que a Vale e a Petrobras chegassem a um acordo entendendo a importância da exploração do minério para a economia do Estado e para impulsionar a cadeia produtiva de fertilizantes do país.



“Ele sempre trabalhou junto ao Governo Federal para pôr fim ao imbróglio entre as duas empresas, sempre conduzindo reuniões entre ambas as empresas” – revelou um assessor.



Nesses cinco anos foram várias reuniões – em Aracaju, Brasília e no Rio – com técnicos, pesquisadores e dirigentes das duas empresas, além de encontros com a equipe Ministério de Minas e Energia, e audiência com Lula, e depois, Dilma, para tratar do assunto.



“O Governo de Sergipe foi persistente no Projeto Carnalita, porque tem a clareza do que isso representa para o estado e para o Brasil”, disse por meio de sua assessoria de Impresa.



DECISÃO DE DILMA



Ontem, na solenidade do seu conterrâneo, Ayres de Britto, no STF, ao ser informado oficialmente pela presidente Dilma da visita ao estado para a assinatura do convênio Vale-Petrobrás, o próprio Déda repetiu um frase de Dilma: “Este não é mais um projeto de Sergipe, é de interesse do Brasil”.



Segundo o Planalto, o Brasil – que é um pais de grande produção agrícola – gasta absurdo na importação de fertizantes, e a exploração da jazida de Carnelita da Petrobras além de ser benéfico para a população de Sergipe será bom para saúde da balança comercial do País.



Nesta sexta-feira (20), nas redes socias, o governador admitiu que nos últimos meses, a presidenta Dilma Rousseff teve um papel decisivo para que o negócio fosse concretizado, conduzindo, pessoalmente, reuniões entre os dois presidentes das companhias, revelando a prioridade deste projeto.



De acordo com Marcelo Déda, a presidenta entendeu que este projeto era bom para Sergipe, mas era indispensável para o Brasil porque aumentará a produção de potássio e aumentará a segurança do agronegócio brasileiro, reduzindo a dependência do fertilizante importado, além de gerar oportunidades de novos negócios na cadeia produtiva de fertilizantes e consequente geração de novos empregos.



(Por Gil Maranhão, para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)