31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. MP 554 pode evitar um caos social no Vale do São Francisco, segundo Eduardo Salles. Secretário de Agricultura do Governo Jaques Wagner, fala das dificuldades dos fruticultores e pequenos irrigantes na Bahia, e aposta na redição da Lei

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( Brasília-DF, 14/03/2012) O secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Eduardo Salles, afirmou nesta quarta-feira, 14, durante a reunião da Bancada do Nordeste, realizada na Câmara dos Deputados, que a Medida Provisória (MP) 554, que está sendo trabalhada pelo deputado Heleno Silva (PRB-AL), pode ser a grande saída para o fruticultores e pequenos irrigantes do vale do São Francisco – entre Pernambuco e Bahia, e “evitar uma tragédia social e econômica” naquela região.



“Esses ajustes que o deputado deputado Heleno Silva está fazendo com a MP, a agente pode evitar um caos social e econômico, com desemprego em massa, em uma região tão importante do Brasil, como o Vale do São Francisco”, disse o secretário.



Salles falou das dificuldades enfrentadas enfrentada na Bahia, especificamente na agricultura irrigada, “que passou por momento muitos difíceis, principalmente por falta do seguro agrícola, com o problema climático – falta de chuva”.



Segundo ele, essa situação “fez com que a bicicleta deixasse de rodar”. E explicou: “Na verdade, a gente tinha uma estabilidade muito grande nesta área, através da exportação de frutas e também do consumo interno. Esse problema climático afetou o dia a dia, e até hoje não conseguimos nos soerguer. Gerou uma série de desemprego marcante em todo o vale do São Francisco, tanto em Pernambuco como na Bahia”.



O secretário destacou a necessidade de reeditar a Lei 12.2449, que permite o refinanciamento das dívidas dos fruticultores.



“Essa lei foi publicada em 2010, e o deputado Heleno Silva (PRB-AL) através de da Medida Provisória 554) pode rever/revitalizar essa lei, e ele coloca algumas coisas importantes, como a questão da execução dos pequenos fruticultores/pequenos irrigados, que estão perdendo seus lotes, em função das execuções bancárias”.



De acordo com Salles, “só 20% dos produtores refinanciaram as suas dívidas, e eles querem um prazo de pelos menos de um ano, divididos em três vezes, para pagarem a parcela e refinanciarem essa dívida”.



(Por Gil Maranhão, para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)