Bancada do Nordeste. Gomes de Matos anuncia que Comissão da Agricultura criou fórum para tratar do endividamento. Tucano cearense falou ainda da preocupação com o setor leiteiro; Segundo ele, 40 milhões de toneladas de leite, vindos do Paraguai e Uruguai,
.
Publicado em
(Brasília-DF, 14/03/2012) O deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) , presidente da Comissão de Agricultura da Câmara Federal anunciou hoje pela manhã durante um café da manhã promovido pela Bancada do Nordeste que Comissão que preside criou uma subcomissão para tratar exclusivamente do endividamento agrícola no País, sobretudo das dívidas contraídas junto ao sistema bancário pelos mecanismos do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador), Pesa (Programa Especial de Saneamento de Ativos) e Securitização.
Segundo ele, “hoje vamos instalar na Comissão, quatros subcomissões, uma das quatros é justamente para tratar do endividamento”, informou o tucano do Ceará.
O parlamentar falou ainda que os deputados da Comissão de Agricultura tiveram ontem, 13, reuniões com os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro e do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel para tratar das dívidas rurais.
“Tivemos com o ministro Mendes e o ministro Fernando Pimentel, ontem tratando desse assunto e eles ficaram também acessíveis de nós trabalharmos juntos esse assunto na subcomissão”, contou.
Gomes de Matos falou também que além da questão do endividamento, a Comissão de Agricultura está preocupada com dispositivo na legislação que tem afetado os produtores de leite do País. De acordo com ele, 40 milhões de toneladas do produto estão entrado no Brasil por países do Mercosul e proporcionando a queda do preço pago aos produtores.
“Até porque (além) da Lei da fruticultura, nós temos todo o problema da importação de leite. 40 milhões de tonelada estão entrando pelo Paraguai, Uruguai e nós não temos mecanismo para frear”, disse preocupado.
“E a gente observa que apesar do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) ter sido pequeno, o agronegócio é quem fez o PIB crescer. Por isso, nós precisamos regionalmente definir estas políticas e a Comissão da Agricultura está a disposição para todos esses assuntos”, encerrou.
(por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)