ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Tucano cearense afirma que falta ao governo Dilma um grande projeto de desenvolvimento. Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) falou ainda que o excesso de ministérios atrapalha a administração pública, além de que o governo “esconde
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(Brasília-DF, 25/02/2012) O deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) afirmou com exclusividade para a reportagem da Agência Política Real que falta ao governo Dilma um grande projeto de desenvolvimento para alavancar o crescimento do País.
Para ele, “eu acho que o Brasil, a área econômica, a presidente Dilma não querem reconhecer que (o País) está em crise”, iniciou.
“Desde a época do presidente Lula que afirmou que a crise era uma ‘marolinha’, eles (governistas) escondem a crise (econômica internacional). É como se não tivesse crise. Crise há, é nítido. Claro que o grau da crise em relação aos outros países, ela (crise) não chegou a uma grande magnitude. Mas a gente observa o não crescimento do País nestes últimos períodos trimestrais. E isso é reflexo da crise (internacional). E pode-se agravar”, analisou.
Para o parlamentar tucano, o atual governo brasileiro “se coloca numa posição que fica escondendo (a crise) no lugar de reconhecer logo que tem crise, de diminuir a ‘gastança’, de diminuir o número de Ministérios, de fundir secretarias”, cobrou.
PESO DO ESTADO – Para o deputado cearense, ocorre o contrário.
“(O governo) fica querendo apadrinhar uma estrutura pesadíssima de 40 Ministérios, fica utilizando recursos da DRU (Desvinculação das Receitas da União), que são R$ 64 bilhões livres para poder pagar pessoal, para pagar os encargos da dívida. Quer dizer: Estes R$ 64 bi ficaram livres para a presidente Dilma gastar como quiser e não para alavancar o desenvolvimento do País. É para tapar buraco. E isso é grave”, acusou.
E ele disse mais.
“No momento em que o Congresso (Nacional) autoriza R$ 64 bilhões para a presidente gastar no que ela quiser, é para manter a estrutura de funcionalismo que é exorbitante, é manter a estrutura de 40 Ministérios que não precisam. Vamos pegar uma cardeneta e um lápis, anotar o nome de 20 ministros e eu como deputado que tinha de saber, não sei”, ironizou.
Para o deputado Raimundo Gomes de Matos, no máximo se encontra seis, sete ou oito nomes de ministros. Ou seja, “o resto é cabide de emprego”, alfineta.
“Cada ministro desses quando precisa de um avião, vai pegar um avião. É diária, é cargo, quer dizer: sai caro para o País. Então o governo tinha que dar um choque de gestão. E para isso era diminuir os Ministérios”, ensina
O tucano falou também que outro dia, lendo sobre a administração do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que governou o País entre 1956 a 1961, eram apenas 12 ministros. “E o Juscelino fez um grande projeto”, cravou.
Segundo ele, na época do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), o máximo de ministros chegou a 22 e hoje “nós temos uma estrutura de 40 ministros”, apontou como modelo errado de gestão.
MEDIDAS ANTI-CRISE – Quando questionado pela reportagem como ele analisa as medidas anti-crise já adotadas pelo governo federal para evitar uma maior consequência negativa da crise econômica internacional que afeta os países ricos da Europa, os Estados Unidos da América (EUA) e o Japão, a fórmula encontrada pelo governo brasileiro está certa. O que segundo ele está equivocado é a forma de como está sendo aplicada esta fórmula.
“Então a crise (econômica internacional) se instalou e o Brasil, a presidente Dilma, não está passando para a população que nós temos que ter um projeto de desenvolvimento. É claro que quando diminui os recursos (tributos e encargos) da linha branca (eletrodomésticos como geladeira, fogão, micro-ondas e freezer), é justamente para tentar fortalecer a economia. Mas também não se pode ficar estimulando todo mundo, porque se não todo mundo vai se endividar”.
De acordo com Raimundo Gomes de Matos, a mesma coisa vale na questão do automóvel.
“Hoje há um caos de mobilidade urbana, porque? Porque o ex-presidente (Lula) incentivou tanto para se comprar carro, que muita gente pagou o seu carro, mas tem muita gente que está devendo. E todo mundo hoje está gastando muito mais de combustível, porque para se deslocar precisa de uma ou duas horas para se locomover, gastando combustível e tempo”.
Para ele, o que é preciso ser feito para o País não sinta as consequências da crise internacional é necessário que o governo federal pense “um grande projeto de um Brasil mais avançado”, finalizou.
(por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)