31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Deputado do Piauí considera cedo analisar as consequências do surto inflacionário de outubro para novembro. Júlio César (PSD-PI) afirmou estar mais preocupado com o decréscimo do PIB conforme o último levantamento feito pelo IBG

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Por admin
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(Brasília-DF, 17/12/2011) O deputado Júlio César (PSD-PI) afirmou na última quarta-feira, 14, com exclusividade para a reportagem da Agência Política Real, que ainda considera cedo analisar as consequências do forte movimento inflacionário, ocorrido em todo o País, entre os meses de outubro a novembro de 2011.

Segundo ele, essa análise deverá ser feita – oportunamente – daqui alguns meses para verificar se as medidas dispostas pelo governo federal foram eficientes para conter o galope inflacionário em todo o País. Mas, Júlio César garante que a maior preocupação não deve ser apenas com o movimento inflacionário que se deu nos últimos dois meses. O perigo – de acordo com o parlamentar – é o “crescimento negativo” do Produto Interno Bruto (PIB), registrado “na última avaliação trimestral”.

Para o pessedista, “preocupante é a inflação no Brasil todo”, disse. A resposta surgiu ao questionamento da reportagem que apontou, por exemplo, que em Fortaleza (CE), saltou de deflação em outubro, para uma inflação dez vezes maior, registrado em novembro.

Disse ele: “O governo está preocupado em conter a inflação. As medidas dele (governo) em aumentar, por exemplo, o salário mínimo, colocar mais créditos no mercado, fomentar os investimentos, porque diminuíram os investimentos. Se ver os investimentos da Petrobras, a Petrobras investe mais que a União, que caíram para 62%. tem que aumentar os investimentos. Claro, com o controle da inflação”.



INICIATIVAS DO GOVERNO – Para explicar as medidas adotadas pelo governo, Júlio César falou: “Em contrapartida, o governo está começando a desonerar alguns segmentos, por exemplo, de consumo das famílias como geladeiras, fogão, forno microndas, que eles chamam de linha branca”.

Para em seguida comentar: “Então, essa é uma preocupação inicial do governo. Em segundo, o governo quer conter o exagero dos importados, aumentando o imposto para diminuir a competitividade (deles) com a indústria brasileira”.

Para o deputado piauiense, “o governo está muito preocupado, também, com a desaceleração do parque industrial brasileiro, que diminuiu no PIB , da última avaliação (trimestral)”.

Para ele, “o que cresceu foi o agronegócio, que cresceu 3,2%. O próprio PIB do (último) trimestre cresceu zero. Mas não foi bem zero não”, comentou.

“Cresceu negativo. É porque eles só pegaram uma, como é que eu digo, um número (um dígito ou uma casa decimal). Se tivesse pego dois (dígitos ou duas casas decimais), tinha 0,04% negativo. Isso acendeu a luz. E o governo está preocupado”, analisou.

Sobre isso, o parlamentar falou ainda que nesta semana, “nós tivemos com Altamir (Lopes – diretor de Administração) do Banco Central (BACEN)”.

E lá – segundo ele – “nós discutimos todos esses problemas. Todos esses problemas de conter a inflação. Até porque, parte da culpa deste decréscimo do PIB, o governo está jogando no BACEN e em alguns segmentos do setor empresarial brasileiro”.

O deputado informou que isso ocorreu devido às “altas da (taxa) Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) que aconteceu há seis meses. E agora ela (taxa Selic) começa a declinar, para ver se contem esta onda de queda do crescimento do PIB”.



REMÉDIO – Perguntado pela reportagem se as iniciativas do governo estão surtindo efeito, ele disse: “Bom, remédio que dá hoje, não é como doente que no outro dia, já tem resultado”.

Para ele, “isso é com três meses é que se faz a avaliação. Quando e então (no momento oportuno), nós vamos avaliar. Eles (governo) acham que sim e acham que o aumento real do salário mínimo, bem acima da inflação, vai ajudar as famílias a melhorarem e consumirem mais”.

O parlamentar, finalizou a entrevista, explicando como são as iniciativas da área econômica para conter a inflação e permitir a volta do crescimento da economia brasileira e por conseguinte, o crescimento do PIB.

“A desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de determinados segmentos e outras medidas que o governo está estudando para conter a inflação, aumentar o investimento e fazer o Brasil a voltar a crescer”, completou.



(por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)