31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM DE ANO. PIB per capita dos municípios revela desigualdades e concentração da renda nas grandes cidades brasileira

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Por admin
Publicado em

Gil Maranhão

Agência Politica Real





(Brasília-DF, 16/12/2011) Uma pesquisa divulgada pelo IBGE esta semana sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos 5.565 municípios brasileiros revela claramente as desigualdades regionais e a concentração de renda gerada pelos municípios de capitais, nas regiões metropolitanas e nos grandes centros urbanos (cinco maiores municípios de cada estado) em cada um dos 26 estados do País, e ainda o Distrito Federal.





A pesquisa toma como base o período de 2005 a 2009 e mostra a relação entre os municipios que geraram as maiores renda e os geraram as menores renda.





Para chegar ao PIB per capita de cada município brasileiro – que é estimado pelo quociente entre o valor do PIB e a população de cada lugar – a assessoria do IBGE diz que o instituto encaminhou ao Tribunal de Conta da União (TC U) uma estimativa em outubro de 2009, tenho junho como referência. E o resultado não é muito surpreendente, principalmente na região Nodeste.





MAIOR E MENOR PIB PER CAPITA NO NORDESTE

Entre os nordestinos, por exemplo, em termos de município de região metropolitana, sobressai São Francisco do Conde, na Bahia, no ítem indústria. O município tem baixa densidade geográfica, mas abriga a segunda maior refunaria em capacidade instalada de refino no Brasil.





O município lidera a lista dos dez maiores PIB per capita do País de 2009 (R$ 360.815,83 – com uma população de 31 mil 699 habitantes) – e é seguido, respectivamente, de Porto Real (Rj), Triunfo (RS), Confis (MG), Louveira (SP), Jambeiro (SP), Alto Horizonte (GO), Campos nde Júlio (MT), Araçariguama (SP) e Anchiete (ES).





Está também no Nordeste o município brasileiro com o menor PIB per capital de 2009 (R$ 1.929,97): São Vicente Ferrer, no Maranhão. O IBGE tomou como base a PAM (Pesquisa Agrícola Municipal) que registrou que correu naquele município perda de 77,6% da quantidade produzida e de 86,4% do valor bruto da produção de mandioca, devido excesso de chuva.





De acordo com a pesquisa, dos 56 municípios de menor renda/por população, o Nordeste tem a maior fatia, com 17 municípios no estado do Piauí, 14 no Maranhão, dois no Ceará, quatro em Alagoas e seis na Bahia.





Com relação as municípios de capitais, as melhores posições no Nordeste (PIB per capita), dentro do ranking nacional são, pela ordem: Recife (13 lugar), São Luís (16), Aracaju (18), Natal (19), Fortaleza (21), João Pessoa (23), Maceió (25) Salvador (26), e em último lugar (27), Teresina.





AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO PIB DO BRASIL

A pesquisa do IUBGE avaliou ainda o valor adicionado bruto dos principais setores de atrividade econômca do Brasil, observando a distribuição de renda, os ganhos e perdas mais expressivos de cada município na participação percutual do País – cujo PIB per capita, em 2009, foi de R$ 16 917,66.





No setor agropecuário, o índice mais alto foi registrado nos municípios do oeste baiano e nos estados nos estado de Minas Gerais e Goiás.





Os municípios com menor valor adicionado bruto da agropecuária estavam, em 2009, localizados nos estados da Paraíba ( 77,6% encontravam-se na faixa inferior de distribuição), Piauí (copm 76,8% dos municípios) e Rio Grande do Norte (com 69,5%).





A pesquisa confirma que o valor adicionado bruta da indústria mostrar ser este o setor que mais se destaca na economia brasileira e, quando comparada às demais atividades, é a que apresentava, em 2009, a maior concentração de renda. Os maiores índices foram registrados, respectivamente, nos estados do Amazonas (0,96) e da Bahia (0,91). Os menores foram os estados de Rondônia, Amapá e Mato Grosso do Sul.





Em termos de municípios, os do Rio de Janeiro e São Paulo se destacaram, possuindo alto valor adicionado bruto industrial, com aproximadamente 22,8% e 13,5% dos municípios, respectivamente.





Já os municípios com mnenor valor adicionado bruto da indústria são todos do Nordeste: Rio Grande do Norte, Paraíba e Piauí, onde mais de 66% dos municípioos encontravam-se na faixa inferior de distribuição, segundo a pesquisa.





Dois dez maoires municipios em relação ao valor adicional bruto da indústria, no período de 2005 a 2009, apenas um é do Nordeste – Camaçari-BA, na região metropolitana de Salvador, que possui polo petroqímico e empresas de outros ramos de atividade, como automóveis, celuloses, agrotóxicos, pneus, plásticos, bebidas e outros bens de consumo – os dez maiores municípios são: São Paulo, Campos de Goytacazes-RJ, São José dos Campos-SP, Duque de Caxias -RJ, Rio de Janeiro-RJ, Betim-MG, Guarulhos-SP, Camaçari-BA, Manaus-AM e São Bernardo do Campso-SP e Brasília-DF).





SERVIÇOS E DEPENDÊNCIA DA MÁQUINA ADMINISTRATIVA

Na área de serviços, , os maiores índices pertencem ao estado de São Paulo, e os menores aos estados do Acre e do Tocantisn. Em termos de municípios, o Rio de Janeiro registrou 41,3 % dos municípios nas melhores faixas de distibiuição. E os estados do Piauí e Tocantins, com mais de 55% dos municípios encontram-se na faixa inferior de distribuição.





Já o valor adcionado bruto da atividade administração, saúde, educação pública e seguridade social, mostra São Paulo como o estado com maior índice (0,79%) e o Maranhão, o estado com o menor índice (0,54%).





A pesquisa do IBGE resalta que essa área tem grande importância nas regiões Nordeste e Norte. E dos 5.565 municípios brasileiros, 1.968 municípios (35,4%) tinha mais do que 33% da sua economia dependednde dessa atividades. Destaca, ainda, o aumento crescente do peso do valor adicional bruto dessa área (administração, saúde, educação e seguridade) no PIB do País, de 2005 a 2009.





E mais: dois municípios brasileiros têm grande dependência da máquina administrativa na sua economia: Areia de Baraúnas, na Paraíba (71,4% do município) e Uiramutã (Rondônia).





CINCO MAIORES MUNICÍPIOS DOS ESTADOS NORDESTINOS

(com base na participação relativa da população e Produto Interno Bruto total, segundo IBGE)





* Maranhão (217 municípios): São Luís, Imperatriz, Açailândia, Balsas e Caxias)





* Piauí (224 municípios) – Teresina, Parnaíba, Picos, Uruçuí e Floriano





*Ceará (184 municípios): Fortaleza, Maracanaú, Caucaia, Sobral e Juazeiro do Norte





* Rio Grande do Norte (167 municípios): Natal, Mossoró, Parnamirim, Guamaré e São Gonçalo do Amarante





* Paraíba (223 municípios) – João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Santa Rita e Patos





* Pernambuco (185 municípios) – Recife, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Olinda





* Alagoas (102 municípios) – Maceió, Arapiraca, Marechal Deodoro, São Miguel dos Campos e Coruripe





* Sergipe (75 municípios) – Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Canindé de São Francisco, Laranjeiras e Estância





* Bahia (417 municípios) – Salvador, Camaçari, São Francisco do Conde, Feira de Santana e Candeias









(Por Gil Maranhão, para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)