31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Ex-prefeito de Salvador acredita que novas regras do FPM e FPE serão definidas pela Justiça. Deputado eleito pelo PSDB da Bahia, Antonio Imbassahy, afirmou que a maioria do parlamento está envolto demais pela força do Executivo

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Por admin
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(Brasília-DF, 09/12/2011) O ex-prefeito de Salvador – capital da Bahia – entre os anos de 1997 a 2004, o atual deputado federal, Antônio Imbassahy (PSDB-BA), afirmou com exclusividade à reportagem da Agência Política Real, na última quarta-feira, 07, que não acredita que o Congresso Nacional – Câmara e Senado – decida até o final de 2012, as novas regras do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Fundo de Participação dos Estados (FPE), assim como deliberou o Supremo Tribunal Federal (STF).



Quando questionado sobre isso, assim ele respondeu.



“Eu acho muito difícil. Será uma luta. Pode acontecer, essas coisas todas são feitas de última hora. Mas, o que a gente está verificando, pelo histórico dos últimos anos, dificilmente o Congresso vai ter fôlego para fazer a sua tarefa”.



Mas arrematou, quando disse que será a Justiça que irá estabelecer as novas regras.



“É a Justiça que acabará, mais uma vez, fazendo a legislação, estabelecendo essas regras, substituindo o papel do Congresso Nacional. Eu espero que não aconteça, mas se olharmos o histórico, leva para essa direção”, sintetizou.





RESPONSABILIZOU “AS TROCAS DE FAVORES” – O parlamentar aproveitou a resposta para criticar o atual modelo de diálogo que é posto entre parlamentares e o governo federal. De acordo com Imbassahy, é um modelo baseado na “troca de favores” e no “loteamento de cargos”.



Assim o tucano da Bahia se manifestou.



“O que a gente verifica hoje, é que o Congresso Nacional, de uma maneira geral – Senado e Câmara dos Deputados – trabalham aquém de suas responsabilidades. De legislar, de fiscalizar, de elaborar o Orçamento, porque existe uma mão pesada do Executivo do governo federal junto as Bancadas dos partidos que dão apoio, apoio até em troca de favores, de loteamento de cargos, de ministérios, que são colocados”.



E disse mais.



“E hoje a gente vê denúncias seguidas de corrupção e obras inacabadas. Sai ministro denunciado por corrupção e já aparece logo outro em seguida. Uma coisa quase que imediata. Então, isso dificulta muito. Esse tipo de articulação entre o Executivo e o Legislativo, dificulta e muito o exercício das atividades fins do Congresso Nacional”, apontou.



O deputado que é ainda pré-candidato a prefeitura de Salvador, onde planeja retornar ao comando da cidade pela qual já administrou duas seguidas, disse também “que a gente espera é que haja uma mobilização do modelo de governança. Governabilidade não significa entregar cargo, fazer loteamento de cargos para partidos políticos. Isso é um absurdo, um crime contra o dinheiro do contribuinte”, frisou.



Imbassahy – que tenta mobilizar uma união em torno de sua pré-candidatura envolvendo PSDB, DEM e PMDB, afirmou ainda que “a presidente (Dilma Rousseff) eleita legitimamente, num regime democrático, tem autoridade para fazer a organização de um governo de forma racional e não perdulária com desperdício do dinheiro público e até malversação”, cutucou.



“Ela (Dilma) tem que governar. Numa eleição, pode-se ganhar até com todos. Mas depois tem que governar com os melhores e não é isso que está acontecendo no Brasil”, finalizou.





CRITICOU TAMBÉM O EXCESSO DE MP’S – Para o ex-prefeito da capital baiana, que iniciou carreira no Partido da Frente Liberal (PFL) – atual Democratas – do ex-senador e ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, é “evidentemente, que no ano que vem, que é ano de eleição, essas tarefas serão mais dificultadas ainda. Sobretudo porque, o governo não abre mão do exercício das Medidas Provisórias (MP’s) que acaba contingenciando toda a pauta do Congresso”, complementou.





(por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)