Bancada do Nordeste. Wellington Dias faz balanço de evento em Fortaleza. Ele alerta que a “pauta do Ceará” não consta dos planos do governo federal.<BR>
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(Brasília-DF, 30/08/2011) Em Brasília, na audiência pública que ouve na manhã de hoje,30, no Senado Federal, o ministro Fernando Pimentel, o senador Wellington Dias(PT-PI) fez um balanço, com exclusividade para a POLITICA REAL, do evento realizado nesta segunda-feira em Fortaleza(CE), promovido pela Subcomissão de Desenvolvimento do Nordeste no Senado Federal, uma estrutura da Bancada do Nordeste, na Câmara Alta.
Apesar de achar extremamente positivo o encontro, o senador do Piauí alertou que parte significativa da pauta de desenvolvimento do Ceará, não consta dos planos do governo federal.
Ele disse:
“Foi um evento muito positivo. Primeiro porque nós saímos de lá tendo uma clara compreensão das prioridades do Ceará em relação ao projeto de desenvolvimento do nordeste. O governo federal fez a sua apresentação e foi possível verificar que uma parte considerável da pauta do Ceará não está no projeto nacional. Cito como exemplo, uma adutora que interliga diversas bacias e outros tantos canais, já existentes, para a segurança hídrica do estado do Ceará”.
AUSENCIA DO DNOCS
Wellington Dias cobrou, também, maior participação do DNOCS (Departamento nacional de Obras de Combate a Seca) em ações na região.
Alertando:
“Há uma cobrança muito forte de uma maior participação do DNOCS, na área de política de recursos hídricos, uma busca de compromisso para a reativação doa chamados perímetros irrigados, que foram construídos com grande investimento e que hoje, em praticamente todo o Nordeste, e não somente no Ceará, estão paralisados. E com esses projetos é possível gerar grande quantidade de empregos nestas áreas”.
FALTAM INVESTIDORES PARA O NORDESTE
Dias observou a falta de mais investimentos no Nordeste, para que aquela região cresça na proporção necessária, que, segundo ele, seria de 3% acima do PIB nacional.
“Há uma queixa muito forte de que exceto o Banco do Nordeste, os demais bancos e um conjunto grande de fundos de fora do Nordeste, aplicam muito abaixo da proporção do PIB e da população. Ou seja, o Nordeste tem entre 14/15% do PIB brasileiro, e entre 28/29% da população brasileira, e a aplicação dos investimentos ficam situados em torno de 8%. Então, para que aquela região tenha um crescimento capaz de, em algum momento, alcançar a média da economia nacional, é necessário que se tenha um crescimento 3% do PIB ao ano, acima do que cresce o Brasil. Se o Brasil cresce 5% ao ano, o Nordeste tem que crescer 8%. E para isso acontecer, tem que haver uma completa inversão na área dos investimentos. Isso foi feito, em parte, agora na década passada, e é possível dar seguimento”.
Wellington declarou-se plenamente feliz com o evento, pois, ainda segundo ele, foi possível ter uma real dimensão das necessidades do Ceará e trabalhar uma pauta positiva neste sentido no Congresso Nacional.
ROYALTIES DO PRÉ-SAL
Quanto a sua expectativa sobre a votação de requerimento de sua autoria, na tarde de hoje, pelo Senado Federal, que trata da tramitação da matéria dos royalties, Wellington declarou:
“Estou extremamente otimista e espero a aprovação. Nós temos hoje um ambiente de grande compreensão e entendimento, já estamos fazendo as audiências. Já tínhamos o requerimento de urgência, poderíamos perfeitamente ter tensionado e colocado já na pauta de votação, mas não. Preferimos ter as audiências, ouvir todos os setores. Ainda vamos ouvir os governadores, agora dia 1º. E tenho total convicção que, passado o feriado de 7 de setembro, já haverá o clima perfeito para o relator, o senador Vital do Rêgo(PMDB/PB), apresentar os eu parecer”.
( Por Francisco Lima Jr., especial para a Política Real, com edição de Genésio Jr)