31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Dois dos dez novos ministros do governo Lula são nordestinos. A Política Real está atenta….

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Por admin
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( Brasília-DF, 02/04/2010) Com a saída de dez ministros do governo Lula na última quarta-feira, 31, para disputarem à eleição de outubro, a presença do Nordeste diminuiu na configuração do governo. Três nordestinos deixaram seus ministérios: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), Edison Lobão (Minas e Energia) e José Pimentel (Previdência Social). Dos novos ministros, somente dois são do Nordeste: João Reis Santana Filho (Integração Nacional) e Paulo Sérgio Passos (Transportes).



O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) deixou a pasta para se candidatar ao governo da Bahia e deixou no cargo um aliado político, convidado por ele em 2007 para assumir a secretaria de infraestrutura hídrica, o baiano João Reis Santa Filho (PMDB). Em julho do ano passado, assumiu a secretaria executiva do ministério.



Logo que chegou ao ministério, foi o coordenador-geral do projeto de transposição do rio São Francisco , uma das maiores ações do governo federal incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). João Reis Filho acompanhou o início das obras a partir do lago de Itaparica, em Pernambuco, além de participar das obras de revitalização do rio.



Engenheiro eletricista, formado pela Escola de Engenharia Eletromecânica da Bahia, o novo ministro da foi secretário Municipal de Serviços Públicos de Salvador, Superintendente do INSS no estado Bahia, Presidente da Companhia de Habitação do Estado da Bahia (URBIS); e presidente da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).



Filiado ao PMDB, ele já presidiu a Fundação Ulysses Guimarães no seu estado e foi delegado nacional do partido e presidente do seu diretório baiano.

Ao tomar posse, ontem, João Reis Filho afirmou que vai dar celeridade às ações da gestão de Geddel. “Vai continuar tudo do mesmo modo que vinha sendo, talvez um pouco mais acelerado, porque o presidente Lula quer que a gente acelere um pouco mais”, concluiu.



Transporte – O ex-ministro de Transportes, Alfredo Nascimento (PR), deixou a pasta e voltou ao Senado, para se candidatar ao governo do Amazonas. Em seu lugar, tomou posse ontem o baiano de Muritiba, Paulo Sérgio de Oliveira Passos.



Passos, que antes de assumir como ministro era o secretário executivo, ingressou no ministério por concurso público em 1973, desde quando faz parte do quadro técnico. Ele já foi ministro dos Transportes entre 3 de abril de 2006 a 29 de março de 2007, depois que Nascimento deixou a pasta para concorrer ao Senado.



Economista formado pela Universidade Federal da Bahia, atuou também nos ministério do Bem-estar Social e do Planejamento, Orçamento e Gestão. Foi membro do Conselho Nacional de Seguridade Social e dos Conselhos de Administração e Fiscal de Empresas do Setor de Transportes.



O novo ministro considerado o Ferroviário do Ano 2009 pela Revista Ferroviária por ser o principal interlocutor do setor no ministério e ter trabalhado no Plano Nacional de Logística e Transportes e no Plano Nacional de Viação, estudos que viriam a traçar 11 mil novos km de malha brasileira.



Na cerimônia de despedida dos ministros, ontem, Passos afirmou à assessoria do Palácio do Planalto que o seu desafio à frente do ministério é dar continuidade às obras. “Nós temos na área de rodovias, na área ferroviária, na área hidroviária, vários projetos estruturantes que estão em andamento, que virão como suporte para o desenvolvimento da nossa nação”, disse.



O ex-ministro da Previdência, José Pimentel (PT-CE), voltou à Câmara dos Deputados e vai tentar eleição ao Senado. No seu lugar, ficou o até então secretário-executivo do ministério, Carlos Eduardo Gabas, de Araçatuba (SP).



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou, ontem, os novos titulares dos ministérios a, nos nove meses que restam de seu governo, acelerar a execução dos programas. Como incentivo, Lula lembrou a Copa de 1962, no Chile, quando, embora Pelé tenha machucado no meio da competição, o Brasil ainda conquistou o bicampeonato.



O Nordeste tem mais três ministros no governo que não deixaram suas pastas. O ministro da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Pedro Brito (PSB-CE), pretendia deixar o governo para se candidatar a deputado federal, mas atendeu a pedido de Lula e ficará na secretária até dezembro.



Brito é homem de confiança do pré-candidato do PSB à presidência, deputado Ciro Gomes (CE). O ministro foi secretário da Fazenda no governo Ciro no Ceará e foi indicado por ele para substituí-lo no cargo de ministro da Integração Nacional, cargo que ocupou entre 2006 a 2007 antes de ser ministro dos Portos.



O ministro dos Esportes Orlando Silva (PCdoB-BA) é de Salvador e está no cargo desde 31 de março de 2006. Foi o primeiro negro eleito presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), em 1995.



No governo do presidente Lula, além de ministro, foi secretário Nacional de Esporte, secretário Nacional de Esporte Educacional e secretário-executivo do ministério. Foi denunciado, no início de 2008, por gastos irregulares nos cartões coorporativos do governo para despesas emergenciais.



O ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, fez carreira política em Pernambuco. Foi secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, a partir de 1986, no terceiro governo de Miguel Arraes. Foi um dos principais articuladores, junto com o atual governador do estado, Eduardo Campos, para a criação da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe).



Foi secretário do Patrimônio, Ciência e Cultura da Prefeitura de Olinda, entre 2001 e 2003, antes de assumir a presidência da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Foi mantido no na financiadora quando Eduardo Campos assumiu o ministério de Ciência e Tecnologia e, em 2005, o substituiu.



( por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)