31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. PP do Rio Grande do Norte, um partido sem identidade. A Política Real está acompanhando…

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Por admin
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( Natal-RN, 19/03/2010) O ex-deputado Nélio Dias – já falecido – a esta altura deve está se tremendo no túmulo de tanto desgosto. O partido que ajudou a construir no Rio Grande do Norte, o PP, e que inclusive chegou a ser seu presidente nacional, parece não ter identidade própria. Embora tenha um presidente estadual – Benes Leocádio, prefeito da cidade de Lajes, interior do estado – a legenda passa por um momento de indefinição quanto a quem apoiar no pleito de outubro ao governo do Estado. E não só isso: Passa também por um momento de indefinição de identidade.



Nacionalmente o PP faz parte da base aliada do governo Lula, mas no Rio Grande do Norte interesses outros fazem com que o partido viva um momento de incertezas. A famosa frase Ser ou não ser, eis a questão [no original, To be or not to be, that’s the question] e que vem da peça A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, de William Shakespeare, aplica-se bem ao PP papa-jerimum.



Um partido que tem um estatuto próprio e que, portanto, imagina-se independente não consegue tomar uma decisão unilateral sem a intervenção de terceiros. Sim, porque ao que parece o presidente estadual do PMDB deputado Henrique Eduardo Alves e o presidente estadual do PMN deputado Robinson Faria, presidente da Assembléia Legislativa, brigam para “controlar” os destinos do PP.



Henrique que sequer controla os destinos do seu partido disse em entrevista ao jornal Tribuna do Norte que a eleição no PP do Rio Grande do Norte para presidente do diretório estadual, onde Benes Leocádio foi o vencedor, não tem qualquer validade jurídica. Detalhe: Benes Leocádio vai coordenar a campanha do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), primo de Henrique, a reeleição e que defende o apoio a candidatura oposicionista da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) ao governo do estado.



O peemedebista afirmou que conversou com o presidente nacional do PP, Francisco Dorneles, que informou: o regimento do partido determina que em caso de comissão provisória, quando o presidente renuncia [caso de Pedro Lisboa que renunciou ao cargo], o novo presidente é indicado pela executiva nacional. “Estou falando tecnicamente. Essa eleição do PP não tem validade jurídica. Agora o que o PP nacional vai fazer eu não sei”, disse o deputado federal Henrique Eduardo, destacando ainda que “acho muito pouco provável o PP ficar no palanque de oposição ao governo Lula”. “No governo federal o PP tem um dos principais ministérios [Ministério das Cidades] e não vai dar palanque e tempo de televisão para oposição”, frisou Henrique Eduardo.

Já o deputado Robinson Faria, tem como seu aliado o presidente eleito do PP, prefeito Benes Leocádio, que assim como ele defende o apoio do partido à candidatura da senadora Rosalba Ciarlini, até porque Faria deverá ser o seu vice.



( Por Carlos Barbosa, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)