Bancada do Nordeste. Ministério da Cultura e Sudene exaltam a Cultura como fator de desenvolvimento regional.
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( Brasília-DF, 10/03/2010) A Bancada do Nordeste realizou nesta quarta-feira, 10, café da manhã com secretários de Cultura dos estados nordestinos, com representantes da Sudene e do Ministério da Cultura, para discutir políticas públicas para o setor na região. A chefe da representação Nordeste do ministério, Tarciana Portella, e o diretor de Planejamento da Sudene, Guilherme Rebouças, exaltaram o papel da Cultura como desenvolvimento regional.
Por conta do fechamento do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, por 40 minutos, devido à neblina, muitos secretários se atrasaram para o café da manhã. Estiveram presentes o subsecretário de Cultura da Paraíba, Davi Fernandez; o de Sergipe, Marcelo Rangel; e o presidente do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), Bola Ribeiro.
Guilherme Rebouças afirmou que o Plano Regional de Desenvolvimento para o Nordeste, desenvolvido pela Sudene, tem como uma das seis diretrizes, colocar a Cultura como fator de inclusão e desenvolvimento para os nordestinos.
Para o diretor, a Cultura pode ter três formas de atuação para o desenvolvimento integrado. A primeira é cultura como gerador de renda, a segunda, a cultura como formadora de identidade. “Não se faz comunidade sem cultura. A comunidade tem laços afetivos e essas relações estão baseadas no caldo cultural de cada comunidade”, disse Guilherme.
A terceira forma de atuação é a cultura como fator de inovação. “A cultura é fator diversidade, e diversidade é fator de inovação. Não há desenvolvimento territorial integrado no Nordeste, com inovação, sem cultura”, disse o representante da Sudene.
Tarciana Portella acrescentou que, para o plano, pretende-se identificar como grandes investimentos de infra-estrutura do governo federal no Nordeste podem ter a cultura incorporada. Outra discussão é concentrar investimento em cadeias produtivas de impacto na região.
“O audiovisual tem uma grande expressão na região e nós podemos dizer que nós temos cinco estados , Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte, com uma presença forte e diferenciada na área do audiovisual”, disse a representante do Ministério da Cultura.
Comitê – A Sudene criou um Comitê de Secretários Estaduais de Cultura para articular as políticas estaduais com as federais. “Esse ano, dentro do nosso parco orçamento, a gente já pôs cerca de R$ 1,6 milhão para um programa ainda modesto, mas que espera-se crescer, de fortalecimento institucional das secretarias estaduais, porque todas elas disseram que esse era o ponto inicial de trabalho”, disse Guilherme.
( por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)