31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Novo gestor do turismo de Pernambuco volta os olhos para o turismo de negócios, mas no Interior. Entrevista com o presidente da Empetur Gilberto Pimentel…

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Por admin
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( Recife-PE, 05/03/2010) Depois de uma crise institucional no final de 2009 a gestão da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur) – que esteve em exercício durante dois anos no governo Eduardo Campos – caiu. Desde então a presidência da Empetur foi assumida pelo turismologo Gilberto Pimentel. Com uma visão inovadora para o segmento, o turismologo tem buscado viabilizar projetos que incrementem a área do turismo de negócios, pouco explorado no interior de Pernambuco, mas bastante promissor para o Estado.

Com a grande potencialidade que o Estado tem, principalmente, pela diversidade de suas atividades econômicas no interior e na capital, investimentos como a criação de novas rotas aéreas merecem um destaque especial nessa entrevista.



PR: Existe um projeto especifico a ser desenvolvido no Estado para o turismo de negócios?

G.P: Sim. No momento estamos trabalhando para desenvolver ações voltadas para o turismo de negócio no interior, uma vez que ele já está solidificado na capital e em toda Região Metropolitana do Recife.



P.R: Que investimentos estão programados neste segmento?

G.P: Além da criação de aeroportos em algumas cidades, que são hoje fundamentais para a economia de Pernambuco, estamos trazendo novos voos para o Estado dirigidos a esse tipo de turismo. Por exemplo, este mês um novo voo chega ao Recife vindo de Ribeirão Preto.Está ação beneficiará o setor sucroalcoleeiro no Estado, uma vez que Ribeirão Preto é uma cidade que tem como ponto forte de sua economia a cana-de-açúcar.



P.R: A partir de quando este voo estará em funcionamento? Qual a companhia responsável pelo voo?

G.P: As operações de voo serão iniciadas em 29 de maço e farão um trajeto direto Riberão Preto – Recife. A companhia responsável pela operação é a Passaredo, sediada em Ribeirão Preto. Esta companhia opera hoje com dois modelos de aeronave – Brasília e JetClass. No caso do trajeto Ribeirão Preto–Recife, será usada aeronave tipo Jet Class, com capacidade para 50 passageiros. A companhia tem o foco direcionado para o business e a economia de tempo, já que suas rotas entre os destinos são sem escala.



P.R: Quais as melhorias que o Estado de Pernambuco terá a partir da operação deste voo?

G.P: A nova rota deverá ampliar os negócios entre os dois estados, principalmente na área do agronegócio. Ribeirão Preto tem uma considerável comercialização de cana-de-açúcar, o que deverá estreitar os laços econômicos com Pernambuco.



P.R: Há outras perspectivas de voo para outras regiões com peso econômico no Estado?

G.P: A Trip, que já voa para Petrolina, uma importante região no Estado por estar situada no Vale do São Francisco, onde o agronegócio e a vinicultura tem grande peso econômico não somente em Pernambuco, mas no cenário econômico nacional, uma vez que as frutas e os vinhos produzidos naquela região são hoje exportados para os Estados Unidos, Japão e Europa. Justamente por essas perspectivas de crescimento no interior do Estado que a Passaredo demonstrou tamanho interesse em expandir suas linhas áreas para outras cidades do como Salgueiro e Garanhuns.



P.R: Por que Salgueiro e Garanhuns?

G.P: Com a Transnordestina e a maior fábrica de Dormentes do mundo Salgueiro é hoje um município promissor. Em breve não só o município, mas também as cidades circunvizinhas passarão por um processo natural de desenvolvimento econômico e social. Já Garanhuns está hoje entre as maiores bacias leiteira do Estado.



P.R: Já existem outros vôos voltados para o turismo de negócio em Pernambuco?

G.P: Com esta nova frequência Pernambuco passa a ter três ligações para o principal mercado emissor brasileiro. São Paulo, operado por Gol, TAM e TRIP e Campinas, pela Azul. Nos últimos dois anos, a Empetur captou voos de importantes cidades brasileiras, como Curitiba, Londrina e Porto Alegre, além de restaurar ligações com outras capitais regionais, como Maceió e Aracaju. Também foram ampliadas as ofertas para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Esses são destinos que tem um peso muito grande no turismo de negócios do Estado.



P.R: É possível afirmar que no Nordeste Pernambuco é um centro para o turismo de negócios?

G.P: Sim. Nosso Estado supera todos os outros da região, inclusive Salvador. Isso se deve não somente a economia local, que está tendo um crescimento vertiginoso nos últimos anos. Como também a própria estrutura que temos para o turista que vem a negócios, neste caso em particular na capital, já que por exemplo, hoje temos o melhor Centro de Convenções do Nordeste.



( por Maria Carmen Chaves, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)