Bancada do Nordeste. Aplicação de recursos de Ciência e Tecnologia no Nordeste foi inferior a 30%.A Política Real está acompanhando…
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( Brasília-DF, 16/12/2009) O deputado Ariosto Holanda (PSB-CE) revelou nesta quarta-feira, 16, em café da manhã da Bancada do Nordeste, que os recursos dos Fundos Setoriais e Ciência e Tecnologia aplicados no Norte, Nordeste e Centro-oeste foram inferior a 30%, como manda a Constituição. O encontro foi para discutir a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Científico e Tecnológico para o Nordeste.
Segundo dados mostrados pelo deputado, entre 1999 e 2007 foram aplicados em todo o Brasil, R$ 5,1 bilhões. O Norte, Nordeste e Centro-oeste receberam somente R$ 1,07 bilhão desse total, mais de R$ 500 milhões que o 30% estipulado pela Constituição.
De acordo com Ariosto, essa aplicação inferior acontece porque muitos estados nordestinos não têm condições de entrar nos editais federais ao competirem com projetos de estados do Sul e Sudeste. “Os estados que estão mais capacitados entram no edital e conseguem recursos, os que não estão não consegue nem entram no edital”, critica Ariosto.
Existe ainda desigualdade entre os estados nordestinos. No mesmo período, para Ciência e Tecnologia, o Piauí recebeu R$ 12 milhões; o Maranhão, R$ 21 milhões; Sergipe, R$ 23 milhões, e Alagoas, R$ 28 milhões. Enquanto isso, para o desenvolvimento da área, a Paraíba recebeu R$ 72 milhões; o Rio Grande do Norte, R$ 111 milhões; o Ceará, R$ 127 milhões; a Bahia, R$ 151 milhões, e Pernambuco R$ 187 milhões.
Por isso, Ariosto defendeu que o Plano de Desenvolvimento Científico do Nordeste contenha políticas específicas para o estado que atenda às necessidades locais. “Cada estado vai definir o que é importante para ele. Se o Piauí, o que é importante hoje é formar mais mestres e doutores, é ter mais bolsa de pesquisa e de extensão, que seja aplicado recurso para isso. Se Penambuco quer mais recursos para desenvolvimento de energia nuclear, que seja isso a ser priorizado”, defendeu Ariosto.
O deputado levantou, junto aos secretários de Ciência e Tecnologia dos estados nordestinos, as principais demandas da região. Foram apontadas deficiências nas áreas de pós-graduação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e extensão e transferência e tecnologia.
( por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújo Junior)