31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Deputados nordestinos cobram do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, apoio a projetos de extensão tecnológica. A Política Real está atenta e teve acesso….

.

Por admin
Publicado em

(Brasília-DF, 12/08/2009) Os deputados Ariosto Holanda (PSB-CE) e Nazareno Fonteles (PT-PI) cobraram do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em café da manhã com a bancada do Nordeste nesta quarta-feira, 12, a projetos de extensão tecnológica. Paulo Bernardo afirmou que o governo federal vai reunir com a bancada para incluir sugestões em Projeto Nacional para o Nordeste, elaborado pelo ex- ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.



A extensão tecnológica consiste na transferência do conhecimento gerado nos centros técnicos e nas universidades para a população, principalmente, de baixa escolaridade. Ela pode se dar não só por meio de cursos profissionalizantes gratuitos, como também por orientação técnica e assistência laboratorial. Segundo Ariosto, os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia são o melhor meio para fazer essa transferência.

Os institutos reúnem os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefet), que formam técnicos de nível médio e tecnólogos (superior). Até metade de 2008, existiam 140 Cefets no Brasil. A previsão é que sejam instalados mais 210 até final de 2010.



Ariosto pediu ajuda do Ministério do Planejamento para implantar o plano de desenvolvimento em Ciência e Tecnologia, que, segundo o deputado, deve ser financiado pelo BNDES. Ariosto também pediu apoio do governo federal para aprovação do projeto de lei que cria garante recurso para bolsas de extensão tecnológica com dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia (FNDCT).



“Recebi informação de que existe recomendação da Casa Civil para não apoiar esse projeto”, revelou Ariosto. A proposta, elaborada em 2006, já foi aprovada nas comissões de Ciência e Tecnologia, e Educação da Câmara, mas está parado na comissão de Finanças e Tributação.



Nazareno Fonteles criticou o descompasso entre as universidades e as demandas da região. “Lá no Piauí, só agora com essa questão da a construção de casa popular, tem se buscado pedreiros, no Maranhão, para trabalhar na capital, porque no interior do estado não tem. Se a universidade estivesse sintonizada com o movimento da sociedade, era para ter um bucado de gente treinada e capacitada”, exemplificou. Para o deputado, falta planejamento do governo federal para o aproveitamento do conhecimento.

O Projeto Nacional para o Nordeste, de Mangabeira, prevê ações como incentivo ao empreendedorismo na região, grandes projetos industriais que mudem a vida social da população, melhora no modelo institucional de agricultura irrigada, renovação do ensino geral e técnico, choque de ciência e tecnologia, ampliação de programas de transferência de renda com elementos de capacitação e pavimentação de rodovias.



Paulo Bernardo afirmou que o governo continua trabalhando no projeto e que foi criado um grupo interministerial para executar o plano. O ministro afirmou que o governo federal fará consultas a governadores e prefeitos nordestinos e sugeriu a participação da Bancada do Nordeste, para avaliação e ampliação do projeto.



( por Evan Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Junior)