ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Eduardo Campos colhe os louros da sua maratona pelo Agreste. “E a gente não percebe, no meio das ruas, nenhuma saudade do que já passou”. …
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(Recife-PE- 08/05/2009) Depois de cinco dias viajando intensamente pelo Agreste pernambucano,o governador Eduardo Campos encerra sua jornada com acréscimos políticos, admiração do povo e obras, muitas obras. Foram visitados 15 municípios numa maratona cansativa de visitas, discursos e assinaturas de ordens de serviço. A visita começou por Limoeiro, no domingo e terminou em Santa Cruz do Capibaribe, na última quinta-feira. Em ritmo frenético, as visitas contemplaram municípios liderados por aliados, mas também por adversários. É o caso de Limoeiro, Frei Miguelinho, Orobó, Vertentes e Bom Jardim. Em alguns municípios, Eduardo recebeu o apoio dos adversários, é o caso de Limoeiro, que tem o prefeito Ricardo Teobaldo (PSDB) à frente. Confira abaixo algumas declarações do governador durante a maratona.
A Viagem
É ir, ouvir a população, ouvir as lideranças políticas. E ir com ações. Em todos os municípios em que estive, conversei com o pessoal das associações de trabalhadores. Em todos estamos com seguro-safra, outras melhorias. Estamos discutindo com a Conab os instrumentos para a compra da safra, para quem tiver uma boa safra, não perder no preço. É um ciclo de governo, uma forma de fazer governo. Estamos aqui dando conta de algo que planejamos. Quando a gente tem planejamento faz mais rápido, mais barato e não cansa de fazer.
Desenvolvimento
Levantamos o debate em 2006 com a necessidade de pensar Pernambuco como um todo e ver que muitas regiões deixaram a sua antiga vocação econômica e não construíram a nova.Aqui, havia o algodão como uma atividade forte nos anos 60 e não colocamos outra atividade para gerar emprego na cidade e no campo. Quando cheguei ao governo, a lei de incentivo fiscal dava o mesmo incentivo ao empresário que ia para Suape e ao que queria vir para Surubim. Era injusta. Qual a empresa que iria para Salgueiro, Surubim, Limoeiro, Arcoverde ou Caruaru, se o mesmo tanto de renúncia ele teria em Suape? Nós corrigimos esse ponto. Damos incentivos maiores a quem vem ao Interior. Depois, fomos cuidar do que o povo criou nas regiões. Fizemos um tratamento tributário que permitiu a legalização das empresas. Baixamos o imposto fortemente e estamos recebendo mais do que quando o imposto era alto.
Agreste
Aqui no Agreste, temos uma parcela grande da população, quase um terço. Tem um gargalo grande que é a falta de água. Não tem grandes rios e não há água no subsolo. O outro desafio é a questão da qualidade do ensino técnico e a chegada das universidades federais no interior. A logística é outra questão. Temos a duplicação da BR-101, BR -104 e BR-408, que entraram no PAC. Para cada região é preciso identificar o que tem sido feito, para o governo entrar sem atrapalhar, fomentando e ajudando a desenvolver.
Ações
O importante é que podemos chegar em qualquer município do Estado e saber que temos ações implantadas em todos eles. Não é fácil. Já fui governo, tanto aqui, quanto em nível federal, e sei o quanto isso é difícil. Mesmo os governos com boa aceitação não conseguiram chegar a todos os municípios, efetivamente. E fizemos tudo isso com coisas simples. Isso me anima e anima a minha equipe. E me chama atenção o carinho e o respeito do povo. E a gente não percebe, no meio das ruas, nenhuma saudade do que já passou.
Participação popular
Todas as ações que aqui estão sendo faladas estão no nosso computador, nas ações do Todos por Pernambuco. Os comitês regionais vão ter a função de monitorar as ações e no dizer o que está funcionando. É um instrumento institucional onde participam todos, independente da posição política. Existe agora um fórum, que discute os problemas da região e leva as demandas ao governo.
( Por Izabel Melo, especial para o Política Real, com informações da maratona do Governo e edição de Genésio Jr)