Bancada do Nordeste. “Não há solução para o Brasil sem solução para o Nordeste”, diz Mangabeira Unger. Ministro quer política para desenvolver semi-árido e promover educação profissionalizante…
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(Brasília-DF, 01/04/2009) O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, afirmou hoje que trabalha com possibilidades de instaurar uma nova política para o Nordeste, mas que essa depende de engajamento dos parlamentares. O recado foi dado para que o Nordeste cresça. Na sua opinião, ele é uma grande China e pode se transformar em uma China do mal ou do bem. “Do mal se for apenas um manancial de mão-de-obra barata. Ou do bem se for uma grande fábrica de engenharia para o desenvolvimento”, explicou.
Os argumentos do ministro vão de encontro a um pensamento para o desenvolvimento do país como um todo. “Não há solução para o Brasil sem solução para o Nordeste”, declarou durante café da manhã com membros da Bancada do Nordeste. Em seguida, ele disse que também não há solução para o Nordeste sem solução para o Semi-Árido. A sugestão do ministro é de que sejam feitas propostas para a região sem esquecer do seu posicionamento estratégico geográfico. Ele frisou que o que falta são grandes projetos para região.
Mangabeira reconhece que existe a necessidade de investir cada vez recursos no Nordeste, mas para ele, os subsídios não são suficientes. Faltam projetos sólidos para que o dinheiro seja direcionado a eles. O ministro defende uma política de desenvolvimento do social para o econômico. E o primeiro passo seria investir em educação.
Para que o Nordeste se desenvolva, Manganeira contou que tem trabalhado junto ao ministro da Educação, Fernando Haddad, para fomentar o ensino médio qualificado. Para isso, o ministro deseja que todas as escolas formem profissionais técnicos. No entanto, ele reconhece que isso demanda tempo. “Não há solução a longo prazo que dê certo se ela não começar no curto prazo”, declarou.
O primeiro passo, que já vem sendo feito, é a expansão dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETS). O passo seguinte é fazer com que as escolas públicas passem a priorizar o ensino prático para profissionalizar a mão de obra nordestina.
(por Grasielle Castro – [email protected] )