31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Grupo parlamentar se consolida como bancada regional mais forte. Zezéu Ribeiro (PT-BA) admite peso do grupo e diz que a idéia é trazer as questões nacional para a realidade nordestina…

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Por admin
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(Brasília-DF) A Bancada do Nordeste é a única bancada regional que se organiza de forma sistemática e tenta busca para si as questões nacionais sem esquecer as diferenças estaduais. O trabalho parece difícil, mas com cafés da manhã quinzenais que as divergências se amenizam. Isso porque neste ano, a bancada consolidou o peso político que tem. Ela é composto por quase um terço dos deputados e tem a missão de defender os interesses de um estado complexo.



A frente dessa missão, o coordenador da bancada, deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), diz que não se sente a frente dos 151, mas sente grande responsabilidade em ser o atual ordenador do grupo. É ele o responsável pelas escolhas das autoridades que participarão do café. E embora seja ele quem escolhe, é o contexto, segundo ele, que leva o nome de quem irá ser praticamente sabatinado pelos nordestinos.



Recentemente, a bancada levou o diretor geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte (DNIT), Luis Antônio Pagot. O diretor denunciou que as obras demoram até dois anos para sair do papel e que gastam ainda mais tempo para serem concluídas. Ele afirmou ainda que quando há denúncias de irregularidades que demoram mais ainda. E que às vezes o Tribunal de Contas da União paralisa a obra, o problema é resolvido e demora para retomar a obra. A questão foi parar na Comissão de Orçamento e DNIT e TCU foram colocados frente a frente para resolver o imbróglio.



E é assim que aos poucos a Bancada ganha cada vez mais visibilidade. Copa 2014 também está na bancada, com a discussão junto ao ministro dos Esportes, Orlando Silva. Desertificação no Semi-árido, está o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc junto aos nordestinos. A questão das refinarias e energia alternativa, a qual a região é forte candidata, também foi discutida com os nordestinos e o ministro Edison Lobão.



Por trás da organização está Zezéu Ribeiro. Filiado ao PT desde 1983, Zezéu é forte no Oeste da Bahia. Ele foi vereador três vezes e está na Câmara representando a Bahia pela segunda vez consecutiva. Zezéu foi vice-presidente, presidente e secretário de Assuntos Institucionais do Diretório Regional do PT, na Bahia. Foi líder do PT, líder do bloco de oposição e vice-Líder do PT. À Política Real ele fez um balanço das atividades da bancada.





Confira íntegra da entrevista:



Qual avaliação o senhor faz das atividades da Bancada do Nordeste em 2008?

A Bancada do Nordeste é a única das bancadas regionais que tem uma vida permanente. Nossa intenção é que todo projeto que trâmite na Casa a gente faça a seguinte pergunta ‘como é que o Nordeste entra aí’. A gente quer através da ação da bancada pautara questão nordestina como uma questão nacional e não como uma questão da região. e é muito difícil fazer isso. Nós temos avançado em relação a algumas políticas, temos trabalhado de forma diferenciada. Com preocupação nesse sentido. E acho que é uma reunião que não é da estrutura da estrutura institucional da Casa, mas que a gente encontra uma participação e reconheciemtno grande por parte dos membros da bancada. A gente tem sempre 30, 70, 80 presentes a cada 15 dias reunidos e buscando interferir no processo de desenvolvimento regional e na colocação e pauta do Congresso da questão nordestina. Isso é muito positivo.



No seu ponto de vista, qual foi o ponto alto das reuniões este ano?

Eu acho difícil caracterizar um ponto alto específico. Nós tivemos debates bons, a participação da bancada junto as reuniões com os governadores também é um ponto a ressaltar. Mas o que eu acho mais significativo não é um evento isolado, mas a permanência no processo e amadurecimento desta relação.



A reunião da Bancada do Nordeste com o representante do DNIT mostrou que a bancada tem força e o assunto foi discutido na Comissão de Orçamento. Como você avalia este reconhecimento?

É com certeza neste tipo de ação que a gente vê o peso da bancada. Nós temos aqui quase um terço da representação da Câmara. São 151 deputados. A frequência não é essa, mas a gente consegue reunir e discutir os problemas regionalmente. Sempre defendendo os estados. E a gente encontra o denominador comum nessa relações. Este é um exemplo positivo em que o resultado do debate resultou em uma ação concreta de resolução de um problema regional.



Como é, para você, estar a frente e representando este 151 deputados da região?

Não acho que estou a frente deles. Mas acho que é uma responsabilidade enorme. Eu entendo que o sentindo do exercício do mandato popular, de deputado federal, exige de cada deputado esse sentimento de ser republicano. Do tratamento do interesse público em presidir as decisões e encaminhamentos. E me sinto extremamente gratificado pelo reconhecimento deste trabalho.



Como é a escolha de quem será o convidado a participar da reunião da bancada?

As questões que estão momentaneamente em foco no Nordeste e também nacional concomitantemente as questões estruturais mais significativas de ações na região, que vai desde a questão de ministros a de empresas e órgãos que interferem na região, como a Petrobras. O conjunto de fatores e também de oportunidade. O ministro dos Esportes veio, por exemplo, agora quando estávamos discutindo a questão da Copa do Mundo e se preparando. Aproveitamos para dar um passo na questão da copa no Nordeste. Não foi apenas isso, mas esse foi um tema importante da reunião. A última do ano com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, também teve uma preocupação grande com o processo de desertificação do Semi-árido e com a montagem de uma pauta para a questão ambiental com a questão do cerrado e caatinga, que são dois biomas importantes para a nossa região Nordeste. Sempre a gente busca temas estruturais e também conjunturais momentâneos.

(por Grasielle Castro com edição de Genésio Junior – [email protected])