Bancada do Nordeste. Minc reconhece que desertificação avança no Nordeste. Ministro afirma que é necessário firmar parcerias com parlamentares para garantir recursos que possam melhorar situação ambiental da região…
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(Brasília-DF, 03/12/2008) O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou afirmou hoje em encontro com parlamentares da Bancada do Nordeste e da Frente ambientalista, que a desertificação no Nordeste está crescendo na área da Caatinga. “Hoje o ritmo de devastação da Caatinga é maior que o ritmo de devastação da Amazônia. Ela pode rapidamente do semi-árido para o árido”, alerta.
No Ceara, cerca de 12% do território já está sofrendo com a desertificação. Para isso, o ministro afirmou que são necessárias parcerias com parlamentares. Os dois trabalhando juntos, na visão do ministro, tem mais força para garantir repasse de recursos para região. “O que exige recursos e coordenação com os estados do Nordeste e convênios para planos estaduais de desertificação e defesa da caatinga”. A prioridade traçada pelo ministro para o Nordeste é semi-árido e Caatinga.
Hoje o ministro reconhece que a Caatinga é mais ameaçada que a Amazônia e que a desertificação atinge os estados em várias áreas. “Você vê devastação, areal, cactos… Devastação com dramas sociais, ambientais e econômicos”, lamenta Minc. O orçamento para combate a desertificação está em R$ 80 milhões e serão destinados para vulnerabilidade e desertificação da área.
Alternativas para sanar os problemas estão em estudos, entre elas está a articulação da idéia de adotar políticas de manejo, o licenciamento da trans nordestina e as monitorações de bioma. O Governo Federal já monitora a Amazônia e começou a pouco a realizar o mesmo trabalho com a Caatinga, o Cerrado e a Mata Atlântida. A expectativa é de ampliar a unidade de proteção da Caatinga, que é só de 7%, e desses apenas 1% é de proteção integral.
(por Grasielle Castro – [email protected] )