ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. De “elefante branco” para gigante da economia pernambucana. Suape comemora 30 anos e festeja investimentos…
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(Recife – PE, 07/11/2008) Considerada durante muito tempo como “elefante branco” por se tratar de uma grande estrutura fora de uso, o Complexo Portuário de Suape conseguiu se estruturar e hoje, quando completa 30 anos de existência, colhe os louros do desenvolvimento de empregos e econômico destacando Pernambuco no cenário nacional e, por que não dizer, mundial, afinal grandes empresas estrangeiras estão “de olho” no mercado promissor que é Suape.
Quem diria que a idéia plantada há 30 anos, pelo então governador do estado Nilo Coelho, iria alavancar a economia pernambucana? Hoje, Suape ostenta o título de Melhor Porto Público do País, carregando também o segundo lugar em Gestão Ambiental. Seus limites abrigam as instalações da Refinaria de Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul.
A Refinaria José Inácio de Abreu e Lima, cujo início das operações está previsto para o final de 2010 já soma um investimento da ordem de US$ 4,05 bi, que serão investidos numa área de 6.300.000 metros quadrados e se consolidará como um dos maiores projetos na área petroquímica dos últimos tempos. Os recursos são provenientes da Petrobras e da PDVSA, estatal venezuelana de petróleo.
A grandiosidade do investimento é tamanha que a refinaria terá capacidade de produzir 200 mil barris de petróleo por dia, processando 100% do petróleo pesado, o que constitui seu grande diferencial em relação a outras refinarias brasileiras, representando 80% da produção de petróleo no Brasil. No quesito geração empregos, a Refinaria vai gerar no período de pico das obras 20 mil empregos diretos. Quando pronta, cerca de 1.500 empregos diretos deverão ser criados.
Em novembro de 2005 foi a vez do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) surgir no cenário de Suape. O projeto foi iniciado com a sociedade entre as construtoras Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e PJMR Empreendimentos, além de contar com o suporte tecnológico da Samsung Heavy Industries. No ano de 2007, as obras da planta industrial do estaleiro foram iniciadas. Este ano, no mês de setembro, as atividades tiveram início no local e foram coroadas pelo corte da primeira chapa de aço para a produção do primeiro navio que será produzido por encomenda da Transpetro, transportadora da Petrobras.
Atualmente o estaleiro sustenta um corpo de 1.400 funcionários onde 400 atuam na área administrativa. A partir do próximo ano, quando deva estar em pleno funcionamento, o estaleiro vai gerar cinco mil empregos diretos e 25 mil indiretos.
Todo o cenário que envolve o Complexo Portuário de Suape apresenta-se bastante favorável para o crescimento cada vez maior da economia pernambucana. O presidente de Suape e secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, mostra-se entusiasmado com os resultados apresentados até então. De acordo com ele, os governos estaduais e federais têm participação fundamental na liberação de recursos para o local, existe confiança nos efeitos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo está tranqüilo quanto à crise financeira mundial, pois a expectativa é que o PIB pernambucano seja de 4 a 4,5%, maior que o do Brasil; e a participação de parceiros internacionais para o complexo continua crescendo.
Suape hoje, depois de 30 anos, para Fernando Bezerra Coelho é o investimento de um grande projeto estruturador do qual o Estado precisava. “Por um período foram só recursos estaduais aplicados na implantação da infra-estrutura, depois veio o apoio do Governo Federal, e hoje Suape atinge a maioridade em função da concretização de empreendimentos como a Refinaria, o Estaleiro e as plantas petroquímicas”, afirmou.
Coelho lembrou que “o PAC vai contemplar Suape na obra do canal de acesso para a viabilização do píer petroleiro. É uma obra de R$ 240 milhões, e o edital será lançado até o dia 30 deste mês. Começamos a sentir os efeitos do PAC em Suape a partir do início desta obra”. Ao todo, até o final de dezembro o governo federal terá liberado R$ 140 milhões para investimentos no local. O Governo do Estado, por sua vez, vai desembolsar mais de R$ 500 milhões, e mais R$ 200 milhões financiados pela Chesf para a construção de duas subestações.
Entre as novas empresas que poderão se instalar em Suape estão: o grupo italiano Mossi & Ghisolfi na área petroquímica já é uma confirmação em Suape, além de da prospecção com o grupo americano Oxbow, para a área de calcinação do coque, um investimento da ordem de US$ 150 milhões. No quesito projeções para o futuro, Coelho pretende dividir com o Porto de Santos a liderança nacional. Segundo ele, “o crescimento da movimentação de cargas em Suape é extraordinário, as expectativas para quando entrar em operação com as plantas petroquímicas é que tenhamos feito um porto que deverá atingir mais de 40 milhões de toneladas de carga ao final de 2011”.
Toda essa história de sucesso vem redesenhando o cenário econômico de Pernambuco e fazendo de Suape não mais um “elefante branco”, mas um gigante estruturador da economia local.
(Por Nathália Boorman com informações do Governo do Estado de Pernambuco)