31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Efraim Filho (DEM-PB) diz que falta participação de jovens na política. Deputado destaca que é preciso fazer reformas e Democratas aposta nos jovens para realizá-las em vícios…

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Por admin
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(Brasília-DF, 31/10/08) O jovem deputado Efraim Filho (DEM-PB), presidente da Juventude Democratas, está entusiasmado com a missão que realiza este fim de semana. Com a missão dar início ao II Encontro Nacional da Juventude Democratas, Efraim Filho convidou o líder do movimento estudantil venezuelano, Yon Goicoechea, e o ideólogo Gustavo Továr para dar aos jovens democratas o testemunho de como a juventude pode exercer influência contra a política adotada. Na Venezuela, conseguiram promover nas pessoas o sentimento contra a política de Hugo Chávez, que perdeu o último referendo.



Segundo Efraim, já começa aí uma possível discussão quanto a integração da América Latina. A sugestão do deputado é que se crie uma espécie de fórum com jovens destinados a discutir política e assuntos relacionados a estratégias de desenvolvimento mundial. Na sua percepção, não existe mais espaço para brigas entre posições resumidas apenas a esquerda e direita. E preciso, aos olhos de Efraim, discutir os novos problemas que a sociedade vem enfrentando, problemas que atingem diretamente a população.

Os jovens, para o deputado, são aqueles que tem o gás para realizar as novas transformação. De acordo com o deputado, não é conveniente para quem se beneficia do modelo atual de política mudá-lo. “Nós acreditamos que para que o Brasil consiga realmente efetivas as mudanças necessárias, ele precisa primeiro de uma geração que não tenha mágoas nem ressentimentos, que não tenha cicatrizes, que não tenha feridas, que não busque preservar situações passadas com medo de tentar arriscar no futuro. É da natureza do homem permanecer do que a chama de status quo”, adverte. Confira abaixo a entrevista com o deputado.



Porque apostar nos jovens?



Os jovens hoje têm a legitimidade necessária para reinvidar as mudanças que eles precisam. Nós acreditamos que para que o Brasil consiga realmente efetivas as mudanças necessárias, ele precisa primeiro de uma geração que não tenha mágoas nem ressentimentos, que não tenha cicatrizes, que não tenha feridas, que não busque preservar situações passadas com medo de tentar arriscar no futuro. E isso é da natureza do homem. É da natureza do homem permanecer do que a chama de status quo. Então, você trazendo este paradigma para o caso da Câmara dos Deputados, do Congresso Nacional, você exigir que as reformas desse país sejam impulsionadas por uma casa onde a maioria dos membros queira ou não queira é vitoriosa no atual sistema político. Como você consegue mostrar através desses argumentos a quem é vitorioso que é preciso mudar o sistema político vigente? Realmente falta essa legitimidade que a juventude pode chamar para si. Nós temos uma juventude que se diz que é o futuro e nós temos que construí-lo a partir de hoje.



É fácil quem está na política se manter do que um jovem entrar?

É lógico que essa é uma realidade. Mas é preciso partir de um pressuposto de que nada é estanque, nada é esterno e que se você para no tempo chega alguém e lhe toma o bastão. E é isso que tá na hora de a juventude fazer, tomar o bastão. Não queremos que de repente seja toda política brasileira substituída por jovens. É preciso começar a reservar e separar espaços para que haja oxigenação necessária. É preciso mesclar a experiência de políticos constantes, políticos renomados, mas com ousadia, garra, audácia, juventude, que são próprias de jovens. Não é a toa que nós temos jovens hoje. E é muito orgulho para o Democratas dizer que nós temos hoje a bancada com a menor média de idade de todos os partidos da Câmara dos Deputados. E não é coincidência. Isso mostra que esse tipo de política que nós estamos fazendo, por mais que aos olhos de fora seja silenciosa ou pouco visível, ela tem gerado resultados. As políticas que estão sendo plantadas que incentivam a participação dos jovens elas estão sendo germinadas e provocarão diferenças no futuro.



O senhor acredita que os jovens estão ficando mais politizados?



Eu sempre foi perguntado sobre esse desencantamento e digo que os jovens adoram política. Agora, ele está desencantado com os políticos. A desilusão não é com a política é como se faz a política. Infelizmente nós vivenciamos as eleições cercados de denúncias de corrupção, escândalos. Não é essa política que nós queremos. Essa é uma questão cíclica. Talvez a participação dos jovens na política tenha chegado ao fundo do poço, principalmente após o impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992. Depois que os caras-pintadas foram as ruas, a gente ouve uma certa decepção. E foram omissos nas denúncias que houveram contra o mensalão, com os jovens sem ir as ruas. E a gente acabou vendo que os jovens fizeram falta. Então, essas eleições já mostraram um jovem interessado em retomar a sua participação na política. Não posso desconsiderar de forma alguma jovens e política em pólos opostos. E se fossem, pólos opostos se atraem. E eu acho que o jovem passa realmente a ver que a política está no seu dia-a-dia. Acho que essa é a lacuna. Antigamente a política jovem estava centrada nos centros universitários onde havia um debate caloroso, esquerda versus direita, capitalismo versus socialismo. E esse discurso foi mingando desde de 1989 com a queda do muro de Berlin. Agora nasce um novo prisma para essa juventude universitária, eles querem saber dos problemas deles como primeiro emprego, educação de qualidade. E a gente começa a ver que a entrada do jovem na política não se dá mais pelas questões de direita e esquerda, mas sim por respostas aos problemas que eles enfrentam no dia-a-dia.



Nesse encontro dos jovens Democratas, o partido trouxe dois militantes venezuelanos. Isso seria dar o primeiro passo para a discussão da integração da América Latina?

Sim, é o primeiro passo. E vou mais além, esse já é um movimento que começou embrionário e já dá seus primeiros passos. Como presidente da juventude democratas, já tive na Argentina, fui ao Equador, conheci os militantes e tive a oportunidade de trazê-los no Brasil e essa é uma discussão que tem acontecido espontaneamente e a cada dia nós tentamos torná-la mais planejada e mais disciplinada. E quem sabe até fazer um Fórum de São Paulo as avessas, em vez pensadores de esquerda em busca de um método comum de fazer política. Por não fazer com jovens que prezam pela liberdade, que preza pela democracia, em defesa dos direitos humanos, que gostam de política não podem também se juntar essa juventude e começar a pensar estratégias para o mundo. Não seria um sonho distante se daqui a dez ou vinte anos a gente pudesse dizer que os jovens que participam hoje são os que disputam na política de seus países.



Pelo que falou deu a entender que as reformas não devem sair tão cedo. O senhor realmente acredita que nessa legislatura reforma tributária e reforma política não saem?

Não, eu acredito que andam, mas andam se houver pressão social, pressão política e molas que impulsionem este momento. O que eu quero dizer é que se a sociedade e a juventude de forma irresponsável deixar desabar sobre o peso dos políticos exclusivamente essa iniciativa dificilmente ela andará. O que eu quero fazer com esse chamamento e aí como representante da Juventude Democratas é que nós também assumamos nossa responsabilidade como agentes da transformação. Não queremos é despejar simplesmente nos ombros dos políticos, e eu sou um deles, a responsabilidade por fazer as reformas que o país precisa. As mudanças que nós queremos para o Brasil. E eu acredito sim que as reformas vão sair. E estive radiante com a fidelidade partidária, que passa a ser uma realidade tanto no campo jurídico, como já existia, e a agora no campo políticos, no campo legislativo. A Câmara reconheceu o instituto da fidelidade partidária, a decisão da Comissão de Cidadania e Justiça teve esse culhão, reconheceu a fidelidade partidária como uns instrumento válido. Há uma divergência entre situação e oposição na Casa quanto ao prazo e a eficácia de validade dessa decisão, se é após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral ou do Superior Tribunal Federal. Mas essa é uma discussão mínima. O mais importante é que a partir de hoje o político que mudar de partido sem ter uma justificativa plausível para isso, simplesmente porque estpa atrás das benesses do poder, porque a mudança nunca é do governo para a oposição, sempre é da oposição para o governo. Que poder de sedução é esse, que o governo tem? Será que é apenas ideológico? Não, existem promessas de facilidade na liberação de emendas, loteamento dos cargos públicos federais na base dos parlamentares que mudam de partido. É essa política viciada, que nós estamos querendo mudar. E acredito que mudamos. Quem sabe a fidelidade partidária não é o primeiro passo da reforma política. Talvez a mais importante. A próxima é a reforma tributária. Muita gente se questiona se os jovens vão discutir a reforma tributária. Olha, a CPMF estava na boca do povo no ano passado, nas mesas em bar,filas de banco, praças… Todo mundo conversava sobre CPMF. O povo entende, não subestimemos o povo. Agora tem que conseguir fazer com que o assunto vire do dia-a-dia. Eu sou um entusiasta das reformas, mas não reformas conservadoras.



(por Grasielle Castro – [email protected] )