Bancada do Nordeste. Ministro Sérgio Rezende diz que falta um orçamento para o Ministério Bancada cria grupo para acompanhar recursos destinados à Ciência e Tecnologia…
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(Brasília-DF, 09/07/08) A Bancada do Nordeste criou hoje um grupo formado por três parlamentares e representantes de entidades relacionadas aos setores de ciência e tecnologia para acompanhar e impulsionar recursos destinados a área. A idéia de juntar pessoas com esse propósito surgiu das constantes reclamações do ministro da pasta, Sérgio Rezende, e de parlamentares da região.
De acordo com o ministro, não existe um orçamento específico para o ministério em que possa ser alterado. “Não há recursos sobrando”, disse. “Infelizmente existiram dificuldades na Câmara, como a não aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), e o recurso sofreu uma queda”, explicou. Ainda segundo ele, o ministério executa entre 95% e 98% da verba.
Além da criação do grupo, o ministro sugeriu que os estados fizessem parcerias com o ministério para executar políticas de tecnologias. Segundo Rezende, no Piauí, por exemplo, existe essa parceria e o estado entra com 1/5 de contrapartida. Ainda segundo ele, existe uma demanda muito grande, mas há entraves que impedem o bom funcionamento do ministério. O fundo destinado a tecnologia sugerido pelo então ministro da Integração Ciro Gomes no projeto que regulamentava a Sudene, por exemplo, não foi aprovado.
A expectativa é de que o grupo consiga encontrar políticas e estimular o envio de recursos capazes de equilibrar a condição tecnológica da região Nordeste. Segundo um dos membros do grupo, o deputado Chico Lopes (PcdoB-CE), existe uma desigualdade regional muito grande que precisa ser, pelo menos, amenizada. De acordo com ele, a comissão vai tentar regulamentar a questão da verba para ciência e tecnologia e lutar contra o contingenciamento da verba, que é prejudicial para os estados.
Composição do grupo:
Chico Lopes (PCdoB-CE)
Ariosto Holanda (PSB-CE)
Edson Duarte (PV-BA)
Mais representantes ainda a serem definidos da Embrapa, do Instituto Nacional do Semi Árido (Insa) e de outros centros de tecnologia.
(por Grasielle Castro – [email protected] )