31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Alice Portugal ( PC do B) defende cotas e mais recursos para o ensino da Bahia; Zezeu Ribeiro(PT-BA) defende descentralização e Britto fala de problemas e vantagens <BR> Em debate com os parlamentares, o ministro da Educação disse que

.

Por admin
Publicado em

(Brasília- DF, 04/06/2008) Em café da manhã com o ministro da Educação, Fernando Haddad, os parlamentares apontaram falhas, elogiaram projetos e sugeriram mudanças no sistema atual. Para a Bahia, o destaque ficou por conta da interiorização do ensino, garantida pelo ministro, pela exigência de mais recursos e pelos elogios ao sistema de cotas.



A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) elogiou a aplicação das cotas e disse que os estudantes que ingressaram por meio desse sistema nas universidades tiveram desempenho igual ou superior ao dos demais alunos. Para ela, é importante incluir as cotas para o sistema de educação que está sendo implantado.



A idéia da deputada é estender o projeto Pró-Funcionário aos funcionários das escolas e não restringir apenas aos professores. “É constrangedor vê que o porteiro e a merendeira não recebem o mesmo tratamento. Eles fazem parte da equipe. O salário é muito pequeno”, diz. O ministro da Educação, Fernando Haddad, admitiu a possibilidade de estender futuramente os recursos. Ele reconhece que a escola não é formada apenas por professores.



Outra medida do Governo Federal importante para a educação estadual é interiorização do ensino superior. De acordo com Haddad, mais centros técnicos e universidades federais deverão expandir para dentro do estado. O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA) abraçou essa idéia do ministro. Para ele, a decentralização é fundamental para o desenvolvimento do país. “É capaz de transformar toda organização do país”, diz o deputado.



O deputado Roberto Britto (PP-BA), além de elogiar a implementação do Fundeb, disse ao ministro que é preciso atenção para evitar que crianças na 8ª série sem estarem alfabetizadas. Ele disse que essa é uma situação comum na Bahia. “É preciso que o Governo Federal e o MEC se inteirem para que possam cobrar”, alega.



(por Grasielle Castro com edição de Genésio Junior )