31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Haddad afirma que até 2022 os índices da educação devem alcançar os dos países desenvolvidos O ministro da Educação diz que a reforma educacional deve ultrapassar as barreiras territoriais e priorizar as regiões mais necessitadas&#82

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Por admin
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( Brasília-DF, 04/06/2008) Em café da manhã com a bancada nordestina, o ministro da Educação, Fernando Haddad, se mostrou confiante em reverter os péssimos da educação Nordestina. Ele lembrou que os números do alfabetismo da região nordestina é cinco vezes maior que o da média nacional, chegando a 12,5%. Para reverter esse quadro, o ministro acredita que as apostas feitas no Plano Nacional de Desenvolvimento Educacional (PNDE) são suficientes. Na sua opinião, em 2022, prazo final para meta do ministério, os índices serão semelhantes aos dos países desenvolvidos.



A primeira avaliação para verificar se o PNDE está alcançando as metas deve ser realizada ainda nesse semestre. De acordo com o ministro, até o próximo dia 20 será divulgada pesquisa bienal do desenvolvimento das escolas públicas. Em seguida, deve ser publicado o Índice do Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Com base nesses dados, o Governo Federal vai poder avaliar o sistema e traçar as novas metas. “Esses números vão revelar uma significativa, essa é a minha impressão”, diz o ministro que já teve acesso aos dados preliminares.



A idéia do ministro é criar uma espécie de sistema de metas para educação como existe para a inflação. Ele diz que se dividir igualmente o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) é possível ver que 50% dos alunos tem desempenho igual ou superior aos dos estudantes de Israel, que contemplam um alto índice de desenvolvimento educacional. Já a outra metade conta com índices tão ruins que puxa a média nacional para baixo.



Diante essa situação, Haddad afirma que o problema do Brasil é um problema territorial. “Para mudar isso, nós dependemos do Nordeste. Não vamos melhorar nosso indicadores se não passarmos por lá”, defende. O ministro aproveitou para ressaltar que dos dez estados que recebem os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), oito estão situados no NE. “Com esse recurso, o estado pode fazer investimentos na área mais carente”, justifica.



Além de investir nos estados com os piores índices, o ministro acredita que profissionalizar os professores junto com programas de alfabetização de adultos, a interiorização do ensino superior e com uma reforma no Ensino Médio, a situação dramática da educação pode mudar. “Nós precisamos de professores que saibam ensinar. E não que saibam somente o conteúdo”, alega.



Mas para que todos os projetos sejam efetivados e saiam do papel é preciso dinheiro. Com o crescimento da arrecadação fiscal, a sugestão do ministro é de que se invista mais em Educação. “É preciso aumentar os recursos. O PDE vai ter uma aumento de 0,6% iu 0,7%. Mas isso ainda é pouco. A dívida é muito grande”, confessa o ministro.



(por Grasielle Castro)