Bancada do Nordeste. Zezeu Ribeiro pediu clareza sobre composição do Fundo Regional; Mantega teria se comprometido a encorajar a discussão.
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( Brasília-DF, 18/03/2008) A Política Real está atenta.
O deputado Zezeu Ribeiro(PT-BA), coordenador da Bancada do Nordeste adora uma palavra quando trata de desenvolvimento regional e a polêmica Reforma Tributária, que chegou ao Congresso – a Câmara Federal -, e dominou boa parte das discussões parlamentares nesta terça-feira aqui na Capital Federal: externalidades.
O termo é comum nos meios voltados para políticas de desenvolvimento regional, Sudene e nos meios políticos e universitários. Externalidades seriam tudo aquilo que está fora do mercado econômico e que o poder público pode e deve intervir nas políticas de desenvolvimento regional. A mais comum dessas externalidades seria o fortalecimento da infra-estrutura e a chamada capacitação tecnológica. O Nordeste costuma ficar para trás porque sua gente não está preparada para entrar nos mercados que se montam, assim como por não ter estradas, energia, ferrovias, entre outros itens estruturais. Zezeu Ribeiro, mas do que dizer a Mantega que a Bancada do Nordeste vai dar prioridade a questão, afirmou que teme que o novo Fundo, o FNDR, se volte só para a produção e não se dedique às externalidades.
“Ele disse que não está nada fechado e que tem dúvidas sobre esta convicação( a dele Zezeu), mas vai encorajar o debate para que se construa esse convencimento”
Segundo Zezeu Ribeiro, o deputado Antônio Palocci(PT-SP), que é o nome do PT para ocupar a relatoria da Reforma Tributária, teria concordado com as teses pelo privilégio às externalidades.
Zezeu disse também que teme que o FNDR incorpore o FNE. Segundo o coordenador da Bancada, Palocci também concorda que não se deva mexer naquilo que já dá certo.
Para Zezeu, até por conta das demandas do momento, os governadores pedem recursos é para suas “externalidades”.
( por Genésio Araújo Junior)