31 de julho de 2025

Nordeste e o Fórum dos Governadores. Wilma de Faria não quer que FNDR fique todo na Sudene; Cid Gomes defende que seja limitada a importação de têxteis a 6 portos no Brasil.Jackson Lago correu ao largo da Reforma Tributária e preferiu falar de uma s

Bancada do Nordeste

Por admin
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( Barra dos Coqueiros-SE, 29/02/2008) Os governadores nordestinos na primeira fase do encontro, na parte reservada – deram suas opiniões sobre reforma tributária e não perderam a oporunidade de falarem ao Presidente de seu principais projetos fora do PAC e do Pronasci.



Wilma de Faria disse que o processo – a Reforma Tributária – todo, tem que ser bem cuidado para que não se faça injustiça. Ela foi polêmica e disse que os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Nacional não devem ir todos para a Sudene e que a autarquia tem que ter orçamento próprio.



Ela defende que os recursos do FNDR que forem para a Sudene devem ir, 80% deles, para as chamadas externalidades, a infra-estrutura, e não para investimentos de produção, como está contido na proposta.



Ele preferiu não fazer a exposição que estava prevista: falar longamente sobre energia eólica. Ela só pediu ao Presidente que os leilões para explorar as eólicas no Brasil dêm representação ao que o Nordeste tem para o setor, em especial ao Rio Grande do Norte que teria 30 % da potencialidade do Nordeste neste tipo de energia limpa.



CEARÁ – O governador Cid Gomes, do Ceará, foi outro que ao falar da reforma tributária também não jogou no inferno a Guerra Fiscal:



– Este era o instrumento que tínhamos.



Ele defendeu a tese de que a compra de têxteis importados se dê por um limite máximo, pré-escolhido, de seis portos. Ele disse que não é xenófobo aos chineses, mas entende que os chineses só devem exportar para o Brasil por aquels portos que ele considera “seguros”.



Os chineses são conhecidos por usarem portos “inseguros” para colocar produtos inadequados no mercado.



MARANHÃO – O governador do Maranhão, Jackson Lago, não quis entrar na polêmica da Reforma Tributária. Ele preferiu falar da necessidade de se viabiliar uma siderúrgica no Maranhão, assim como institucionalizar uma gestão administrativa e profissional no Porto de Itaqui:



– O Porto é importante para o Maranhão e para o país.



Ele disse que outros estados estão recebendo investimentos e que o Maranhão quer ter o mesmo direito e respeito para receber investimentos. Ele falava do sonhos dos maranhenses em receberem uma grande siderúrgica.



( por Genésio Araújo Junior)