31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Banco do Brasil investe menos do que capta no Nordeste. Vice-presidente apresenta propostas do banco para inverter a situação….

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Por admin
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(Brasília-DF, 28/11/2007) Durante o seminário realizado pela bancada nordestina, o vice-presidente do Banco do Brasil, Luiz Osvaldo, relatou que não poderia fornecer dados financeiros da instituição devido ao mercado de ações. Apesar da falta de informações concretas, o vice-presidente relatou que a diretoria do banco está trabalhando no sentido de promover mais investimentos para o Nordeste. Luiz Osvaldo disse que em 2003 a captação das regiões Norte e Nordeste eram maiores do que os investimentos nessas regiões. Uma das ações promovidas pela instituição é a realização de seminários locais para discutir com governos estaduais e sociedade as prioridades. Até agora foi feito um encontro no Rio Grande do Norte e outro em Alagoas.



Outra estratégia de promover investimentos para o Nordeste é através do crédito DRS (Desenvolvimento Regional Sustentável). A iniciativa pretende fornecer financiamento para o pequeno produtor que estiver inserido em um processo local de desenvolvimento sustentável. Luiz Osvaldo revelou que os créditos do Pronaf no Nordeste têm aumentado a cada ano, mas ainda representa um percentual pequeno do montante. “O Banco só começou atuar com Pronaf no Nordeste em 2003, por isso o Sul e Sudeste estão mais organizados”, disse. O vice-presidente contou que atualmente o Pronaf no Nordeste representa 10% dos investimentos do BB e 22% dos contratos.



Luiz Osvaldo fez um relato histórico da estruturação econômica do País. “Até os anos 30 o brasil tinha seu referencial econômico no Nordeste. A região não é pobre, ela foi empobrecida pelas políticas governamentais”, argumenta. O vice-presidente do BB contou que foi uma decisão política implantar a industrialização do país no Sudeste e Sul, e utilizando apenas a mão de obra barata do Nordeste. “Só refazendo a política governamental é que podemos transformar essa realidade”, conclui.



(por Liana Gesteira – e-mail: [email protected] )