31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Banco do Nordeste e bancada federal divulgam boletim sobre o Nordeste. Parceria do grupo parlamentar com o ETENE já oferece seus resultados….

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Por admin
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( Brasília-DF, 29/10/2007) A Política Real está atenta.



Tivemos acesso ao Boletim Eletrônico, edição de setembro, preparado pelo Escritório, ETENE, do Branco do Nordeste, dedicado a pensar a região. Este boletim que vai ser mensalmente encaminhado a bancada federal e a coordenação da Bancada do Nordeste é um dos primeiros frutos da parceria do grupo com o BNB.



A Bancada do Nordeste além de congregar os parlamentares nordestinos, em seus eventos, busca ser, pouco a pouco, um foco para pensar e ajudar o Nordeste a ir adiante. Isto é positivo, reconhece a Política Real, agência de notícias.



Veja a íntegra do texto do documento que foi encaminhado hoje pela coordenação da Bancada aos deputados:





“Editorial



O BNB, através do ETENE, tem a satisfação de divulgar o segundo

número do periódico Nordeste – Conjuntura Mensal – Boletim Eletrônico,

que tem por objetivo manter informada a Bancada Nordestina sobre os principais acontecimentos que marcaram a economia da Região, no curto prazo.



O referido trabalho, de periodicidade mensal e compromissado em trazer as últimas informações disponíveis, apresenta comentários resumidos e de fácil leitura sobre o comportamento de variáveis relevantes da economia do Nordeste, visando oferecer subsídios aos parlamentares para fundamentar discussões, debates e encaminhamento de matérias de interesse comum da Região.





O Banco do Nordeste coloca à disposição os contatos (85-3299.3455 e

[email protected]), se houver interesse do leitor em conhecer em detalhe um determinado assunto contido no trabalho. Ficaríamos gratos em receber, através do mesmo endereço, quaisquer críticas ou sugestões, que possam contribuir para a permanente melhoria deste periódico. No final do trabalho é apresentada uma tabela síntese, com os valores e variações para os principais indicadores econômicos do Nordeste e do Brasil e um glossário, contendo explicações para siglas e termos técnicos utilizados no texto.



Contexto Internacional e Nacional

Os efeitos imediatos da recente crise no sistema financeiro internacional, que tem origem no setor imobiliário norte americano, foram um pouco atenuados em setembro pela pronta intervenção dos Bancos Centrais nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Contribuiu também para essa relativa melhora a redução da taxa básica de juro da economia americana pelo FED, em meio ponto percentual (de 5,25% a.a. para 4,75% a.a.), redução acima da esperada pelo mercado. Se de um lado essa decisão provocou certa euforia no mercado financeiro e nas bolsas de valores de todo o mundo, por outro revelou alguma preocupação com um risco de desaceleração da economia americana. Há também um outro temor no horizonte, representado pela elevação do preço do barril do petróleo, que ultrapassou a casa dos US$ 80.





No Brasil, os efeitos dessa crise foram atenuados em setembro. Os ganhos

recentes nas aplicações da BOVESPA já superaram as perdas anteriores, e o seu índice ultrapassou pela primeira vez a marca histórica dos 60 mil pontos. O dólar voltou a baixar, atingindo o menor valor desde setembro de 2000 (R$ 1,84) e houve redução do risco país. Por outro lado, o IBGE divulgou os resultados do PIB, que no primeiro semestre de 2007 cresceu 4,9%, frente ao mesmo período do ano passado, puxado pela expansão da indústria (4,9%), serviços (4,7%) e agropecuária (1,4%), resultado que levou várias instituições de pesquisa e o próprio mercado a rever, para cima, a estimativa do crescimento da economia brasileira em 2007.



Panorama Geral da Economia Nordestina



A economia nordestina apresentou nos sete primeiros meses de 2007 um bom desempenho, de acordo com os principais indicadores econômicos disponíveis. A tendência para a economia brasileira, contudo, foi ligeiramente melhor, particularmente no que se refere à produção industrial, produção de grãos, saldo das operações de crédito e depósitos bancários e exportações. O Nordeste, por outro lado, teve melhor desempenho para o volume de vendas do comércio varejista, arrecadação de ICMS e para variáveis ligadas à força-de-trabalho industrial.



A produção física da indústria nordestina, segundo o IBGE (PIM-PF), registrou uma expansão de 4,40% em julho do corrente, relativamente a igual mês de 2006, enquanto que para a indústria brasileira essa taxa foi de 6,84%.



No acumulado dos sete primeiros meses de 2007, o crescimento verificado foi de 2,57%, contra igual período do ano passado (aumento de 5,10% para a indústria nacional). Convém registrar que a produção industrial do Nordeste vem crescendo a taxas crescentes, tomando-se as taxas anualizadas (últimos doze meses terminados em maio, junho e julho).



Entretanto, o ritmo de expansão da indústria regional continua abaixo do

ritmo verificado pela indústria brasileira.Em julho de 2007, o índice

de utilização da capacidade instalada da indústria de transformação do Nordeste atingiu 75,83%, um pouco abaixo do nível obtido pela indústria brasileira (82,50%), segundo pesquisas do INDI/FIEC e CNI.



Nada obstante, as variáveis ligadas à força de trabalho, para a indústria nordestina, apresentaram resultados melhores do que a indústria nacional. Dessa forma, de acordo com o IBGE (PIMES), o pessoal ocupado na indústria regional cresceu 2,03% de janeiro a julho de 2007, contra igual período do ano passado, sendo de 1,48% a expansão verificada pela indústria brasileira. No mesmo período de análise, as horas pagas na indústria nordestina cresceram 2,02% (1,20% para a indústria brasileira) e a folha de pagamento apresentou um crescimento real de 6,60% (4,61% para a indústria nacional).



A produção de grãos do Nordeste, para a safra 2006/2007, alcançou 9,8 milhões de toneladas, mantendo-se praticamente no mesmo nível observado na safra 2005/2006, de acordo com a última estimativa de setembro realizada pela CONAB. Em nível nacional, a produção de grãos atingiu, no mesmo período, 131,4 milhões de toneladas, com um crescimento estimado de 7,3%. A estabilidade na produção de grãos no Nordeste é explicada pelas condições climáticas adversas ocorridas na maioria dos estados neste ano, com expressivas quebras de safra, exceção feita para o crescimento verificado na Bahia, Sergipe e Maranhão.





O volume de vendas do comércio varejista do Nordeste, segundo o IBGE (PMC), continua em expansão, mantendo assim a trajetória positiva dos últimos meses. Em julho de 2007, foi registrado um crescimento de 8,8%, relativamente a igual mês do ano passado.



Em nível nacional esse aumento foi de 9,2%. Para o comércio varejista ampliado, que inclui os segmentos de veículos e material de construção, o crescimento foi mais expressivo: 11,7% para o Nordeste e 13,3% para o Brasil.



Em julho, os maiores índices estaduais de crescimento do comércio varejista foram registrados em Alagoas (+ 21,9%), Maranhão (+ 13,9%), Ceará (+ 11,0%), Sergipe (+ 9,7%) e Rio Grande do Norte (+ 8,8%). Apenas o Piauí apresentou queda no volume de vendas do seu comércio varejista (- 4,2%). De janeiro a julho de 2007, o crescimento do volume de vendas do comércio varejista do Nordeste foi da ordem de 11,5%, um pouco acima da média nacional (9,7%), tomandose igual período de 2006 como referência.

Nessa mesma base de comparação, os resultados para o volume de vendas do comércio varejista ampliado são ainda melhores: 15,0% para o Nordeste e 13,6% para o Brasil.





Esse forte crescimento do comércio, em âmbito nacional e regional, está associado ao aumento real da massa de salários, à expansão do crédito para aquisição de bens e à redução da taxa de juros nos financiamentos ao consumidor.



Especialmente em nível regional, a expansão do comércio varejista ampliado (15,0%) tem se verificado a uma taxa bem superior ao crescimento da produção industrial (2,6%). Esse resultado tem pelo menos dois esdobramentos: abre espaço para o crescimento da produção industrial do Nordeste, para empreendimentos existentes ou para novos investimentos, e revela, por outro lado, que boa parte da demanda interna regional é atendida pela produção de outras regiões ou países.



No período compreendido entre janeiro a agosto de 2007, segundo o MDIC, as exportações nordestinas alcançaram US$ 8,36 bilhões, acusando um crescimento de 13,49%, comparativamente ao mesmo período de 2006 (crescimento de 15,90% para as exportações brasileiras). No mesmo período sob análise, as importações nordestinas atingiram US$ 7,34 bilhões, apresentando uma expansão de 32,63%, um pouco maior do que o aumento verificado pelas importações brasileiras (27,84%). Em decorrência do maior crescimento das importações sobre as exportações, o saldo da balança comercial nordestina recuou um pouco, tendo alcançado US$ 1,02 bilhão, valor 44,31% abaixo do observado no período de janeiro a agosto de 2006. A propósito, a balança comercial nordestina foi negativa em agosto último (US$ 44,9 milhões), resultado que não acontecia há muitos meses.



No final de junho de 2007, o saldo das operações de crédito realizadas

pelo sistema bancário no Nordeste atingiu R$ 44,6 bilhões, segundo o BACEN, representando um crescimento real de 14,07% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na mesma base de comparação, a expansão verificada para a referida variável para o país foi de 27,19%. De outra parte, o saldo dos depósitos bancários da Região, no final de junho do corrente ano, alcançou R$ 66,2 bilhões, acusando um aumento real de 9,27%. Para o Brasil, a expansão dessa variável foi de 26,35%.





O saldo das operações de crédito realizadas pelo BNB, no final de

junho, alcançou R$ 21,1 bilhões, incluindo as operações do FNE (que responderam por 81,94% desse total), significando um aumento real de 3,04% em relação à posição de junho do ano passado. Convém lembrar que o BNB, como principal agente de fomento regional, é responsável por mais de três quartos dos financiamentos concedidos aos setores rural e agroindustrial e por 62,5% dos financiamentos totais no Nordeste.



De janeiro a agosto de 2007, o FNE contratou cerca de 262,5 mil operações, sendo injetados na economia nordestina cerca de R$ 2,6 bilhões. No mesmo período, o PRONAF (que tem por objetivo apoiar o desenvolvimento rural, a partir do fortalecimento da agricultura familiar) contratou 335,8 mil operações, através do BNB, significando um aporte adicional de recursos de R$ 769,1 milhões.





De janeiro a agosto de 2007, a arrecadação de tributos federais no Nordeste alcançou R$ 15.693,1 milhões (não incluindo a receita previdenciária), representando cerca de 5,48% do total nacional. As principais contribuições, em nível regional, foram representadas pela COFINS (33,86%), imposto sobre a renda (26,67%) e IPI (14,75%). No Nordeste, o Estado da Bahia é quem mais arrecada tributos federais (37,56%), vindo em seguida Pernambuco (21,46%), Ceará (18,32%) e Maranhão (6,97%).



No Nordeste, a arrecadação do ICMS alcançou R$ 15.388,5 milhões no período de janeiro a julho de 2007, representando um crescimento real de 5,11% em relação ao mesmo período do ano passado. No Brasil, esse aumento foi de 2,75%. O desempenho na arrecadação desse tributo na Região reflete o comportamento do comércio varejista, que também apresentou melhor resultado no Nordeste do que no país.





De acordo com informações fornecidas pelo MTE, no período de janeiro

a agosto de 2007 foram admitidas nom Nordeste 978,4 mil pessoas com carteira assinada, registrando-se também 934,7 mil desligamentos, com um saldo líquido de 43,7 mil empregos formais, representando uma expansão de 13,75% no saldo, em relação a igual período do ano passado. Na mesma base de confronto, as admissões, em nível nacional, atingiram 8.492,0 mil e os desligamentos 7.269,5 mil, com um saldo de 1.222,5 mil e um aumento de 13,39% no saldo.

A taxa média de desocupação, dada pela relação população desocupada/população economicamente ativa, calculada pelo IBGE (PME), para seis regiões metropolitanas, atingiu 9,5% em agosto último, apresentando uma redução de 1,1 ponto percentual em relação à taxa observada em agosto de 2006. Para a região metropolitana de Recife, a taxa

média de desocupação alcançou 12,9% em agosto, registrando-se também uma diminuição em relação ao valor observado em agosto de 2006 (2 pontos percentuais).



A região metropolitana de Salvador continua a apresentar a maior taxa de desocupação dentre as seis pesquisadas pelo IBGE. Em agosto último, ela havia alcançado 14,9%.”





( da redação com informações do ETENE e da Bancada do Nordeste)