Não se fala de conteúdo, se fala da forma, das máquinas!
O que chama atenção numa disputa sem propostas, visto que os principais candidatos não se posicionaram como vão enfrentar o futuro em muitas coisas e temas, temos que se ater não ao conteúdo, mas a forma
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(Brasília-DF) Destaquei por aqui no dia 19 de julho que teríamos 16 dias decisivos até o final do período da escolha dos candidatos, em todo o país, face as convenções partidárias, para a disputa das eleições de outubro de 2026.
Salientava que a disputa não era, claro, só decisiva para nossos dias, mas para 2030.
Até agora, nos impressiona o óbvio. Lula ser candidato à presidência pela oitava vez aos 80 anos, ao mesmo tempo que ele tem dificuldades frente a um candidato preposto que nunca disputou uma eleição presidencial com ausência de predicados flagrante - mas, se deve ir além do óbvio!
O que chama atenção numa disputa sem propostas, visto que os principais candidatos não se posicionaram como vão enfrentar o futuro em muitas coisas e temas, temos que se ater não ao conteúdo, mas a forma. A máquina política brasileira ganhou contornos nesses 16 dias que, se destaque, ainda não acabaram, só no dia 5 de agosto.
Começamos esses dias na expectativa de fatos novos. Alguns vieram, como a abertura de investigações contra Fábio Luiz Lula da Silva, o “Lulinha” por tráfico da influência, a informação de que Daniel Vorcaro teria desistido de buscar uma delação premiada no caso Banco Master, mas o que chamou atenção é como as máquinas políticas se postaram nesses dias.
Os partidos de centro-direita foram os senhores do destino do jogo político sobre os chamados partidos de massa, como o PT e o PL, que não tem a mesma engrenagem do petismo, mas ganhou dimensões notórias com a força do bolsonarismo e os avanço inquestionável do PL Mulher com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O PSD entrou em campo como o grande partido com a maioria dos prefeitos e governadores de Estado. A federação União-Progressistas, mesmo tendo perdido quadros na chamada “janela partidária, prometia ser a azeitona na empada. O MDB fora da chapa presidencial de Lula não sugeria nada de relevante, mas o grande destaque desse processo de 16 dias foi o Republicanos, talvez o patinho feio dos partidos de centro – Centrão, que manda no Congresso há tempos!
O Republicanos que tinha como marca ser um partido de forte inclinação religiosa, os evangélicos da poderosa Universal, a IURD, que não se deixou controlar pela onda do novo pentecostal da qual um dia ela surgiu, sem radicalismo antivacina, sem negacionismo ao tempo que fortemente conservador, se credencia para ter forte protagonismo no Congresso, seja quem se eleger inquilino da Presidência, ao tempo que está sendo senhor das disputa nos dois colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais, o motor e o coração do Brasil.
O MDB está tendo fortes dificuldades para se manter, inclusive suas lideranças. A federação Progressistas-União, também, assim como o PSD vem tendo que transformar limão em limonada.
Não resta dúvida, se falando de máquinas de poder, o então pouco falado Republicanos surge como algo a se notar com mais atenção.
Agora, vamos ter mais 15 dias fundamentais antes do tempo final para troca de candidatos e o início do programa eleitoral. Tem que se medir o pulso do doente, pela manhã, à tarde, e à noite!
Foi Genésio Araújo Jr, jornalista
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