Bancada do Nordeste. Ariosto Holanda quer GT liderado pelo Banco do Nordeste para evitar “mortandade” das microempresas
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(Brasília-DF, 05/11/2012) A formação de Grupo de Trabalho (GT) voltado para a extensão tecnológica e de socorro e assistência técnica às microempresas da região, foi proposto pelo deputado federal Ariosto Holanda (PSB-CE), nesta quarta-feira (5), na reunião dos parlamentares que integram a Bancada do Nordeste na Câmara Federal com a nova direção do BNB.
De acordo com o deputado socialista, o GT deve ser liderado pelo Banco do Nordeste, e integrado, ainda, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as universidades e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFEs) da região.
O objetivo do grupo, segundo o parlamentar cearense, é diminuir a mortandade das micro, pequenas e médias empresas na região Nordeste. E deve ter como foco quatro áreas: gestão, financiamento, mercado e inovação
– O Banco do Nordeste e outras instituições devem desenvolver um grande programa de extensão tecnológica para assistir aos micros empreendimentos e interligando as universidades da região – sugeriu.
Ariosto Holanda justificou sua proposta – já apresentada pessoalmente ao novo presidente do Banco do Nordeste, Ary Lanzarin, após a sua posse, em Fortaleza (CE) – afirmando que, segundo dados de várias pesquisas que ele mesmo fez junto a diversos órgãos que tratam de análise da questão socioeconômica do Brasil, cerca de 420 mil micro e pequenas empresas nascem no País, por ano, e cerca de 650 “morrem” com pouco templo de existência.
Segundo ele, esse fato se dá “porque essas microempreendedores não conseguem inovar, isso porque estão distantes do conhecimento das universidade”.
Ele ressaltou, ainda, que milhões de microcrédito são aplicados pelo BNB no setor, “mas poucos sobrevivem”.
BNB ASSUME COMPROMISSO
“A proposta do deputado Ariosto Holanda é extremamente interessante, nós já estávamos pensando nisto e discutindo alguma coisa nesse sentido, inclusive baseado na conversa que nós tivemos em Fortaleza sobre o tema”, disse o presidente do BNB.
Lanzarin enfatizou que “essa questão da mortalidade das MPEs (micro e pequenas empresas) também me preocupa”. Lembrou que foi diretor da da MPE no Banco do Brasil, conselheiro do Sebrae-Nacional e de órgãos em vários estados e cidades, “então eu conheço muito bem como é que funciona, aonde que que está o problema, e acho que nós podemos avançar”.
Para ele, essa situação não decorre apenas do problema de gestão. “Acho que é um conjunto de situações, mas passa também – e aí nós temos um desafio enorme na região Nordeste – pela capacitação. Hoje nós temos dificuldade de mão de obras na região e nós precisamos repensar urgentemente na capacitação das pessoas para que qualquer empresas possam suportar tudo no mercado.
O presidente do BNB disse aos parlamentares nordestinos que podem contar com a instituição para essa iniciativa e garantiu que um dos objetivos que está dentro do nosso planejamento estratégico é o apoio irrestrito às micro e pequenas empresas. Acentuou, no entanto, que o apoio do banco não é somente financeiro.
– O dinheiro tanto pode resolver, como atrapalhar. Por trás, nós precisamos ter consultoria e orientação à gestão das MPEs. Nós vamos articular o Sebrae, os CDL (Clubes de Diretores Logistas) e todas as entidades para construirmos uma condição melhor. E a tecnologia e capacitação passam por aí, por que senão vamos estar comprometendo muitas vezes boas ideias e um capital às vezes construído por um empreendedor durante 10/20 anos, que em 2/3 anos ele terá perdido se não tiver esse apoio por trás – acentuou.
(Por Gil Maranhão, para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)