Bancada do Nordeste. Daniel Almeida diz que “o Nordeste não pode dispensar o BNB, forte e capaz de cumprir a sua missão”
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(Brasília-DF, 05/11/2012) O coordenador da Bancada Federal da Bahia no Congresso Nacional, deputado federal Daniel Almeida (PcdoB-BA), defendeu na reunião da Bancada do Nordeste na Câmara realizada nesta quarta-feira (5) com o presidente do Banco do Nordeste, Ary Joel Lanzarin, a capitalização e o fortalecimento da instituição.
“O Brasil precisa do BNDES investimento mais no Nordeste. Como disse o deputado Júlio César, não investe aquilo que o Nordeste participa na composição do capital, dos recursos que o BNDES e outras instituições movimentam. O Brasil precisa do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, são instituições importantes”, explicou.
“E o Nordeste não pode dispensar o BNB, forte e capaz de cumprir a sua missão, como foi aqui exposto”, declarou o parlamentar baiano, complementando: “Precisamos do Banco do Nordeste capitalizado e este é um desafio que esta Casa está assumindo para a região Nordeste”.
Daniel Almeida questionou a nova direção do banco sobre a notícia de incorporação do BNB a outra instituição financeira do País.
– Fui procurado por um grupo de trabalhadores do Banco do Nordeste dizendo que tem uma fumaça cheirando algo como a incorporação do banco por outras instituições públicas do País, como BNDES, etc. Nordestino é meio desconfiando: onde há fumaça, há fogo – revelou.
“Eu, sinceramente, não acredito na incorporação. O senhor falou em compartilhar , pode ser que tenha gente lendo incorporar, ao invés de compartilhar”, disse o deputado.
O parlamentar baiano falou da força e presença do BNB na região Nordeste. “Na Bahia, nós somos testemunhas da presença dessa instituição e é necessário a sua ampliação para dar, com agilidade e mais funcionários e mais tecnologia e mais agência e mais agentes de desenvolvimento, que temos acompanhado o seu papel a cada canto pelo interior, com infraestrutura”, frisou.
Ao discorrer sobre a questão da seca, o deputado Daniel Almeida cham,ou a atenção da direção do BNB para os problemas causados por essa situação. “Não é possível pensar na seca como algo que a gente posa alterar as condições climáticas, mas conviver deforma descente com a seca”.
Para o deputado, o Banco do Nordeste deve ter sensibilidade no lidar da seca, especialmente com aqueles que são vítimas, como o pequeno agricultor. E citou a manifestação de ontem (4), na Esplanada dos Ministérios, onde vários agricultores familiares do Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Bahia reclamavam estarem inscritos na dívida ativa e a execução dessas dívidas.
– Eu sei que é preciso uma legislação, o banco tem que cumprir a Lei, é uma responsabilidade de todos nós, aqui no Congresso, mas é preciso mais sensibilidade e o próprio banco produzir caminhos, alternativa, sugestões que podem nos ajudar, e ajudar o governo uma solução compatível com a demanda justa desses pequenos agricultores que não pagam, por que não podem pagar – declarou Almeida..
(Por Gil Maranhão, para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)