Bancada do Nordeste. “Precisamos organizar a Bancada”, afirma José Guimarães. Deputado do PT do Ceará, vice-líder do governo na Câmara, afirmou ainda que a forma usada pelo atual coordenador, Gonzaga Patriota (PSB-PE), “está errada”
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(Brasília-DF, 14/03/2012) O deputado José Guimarães (PT-CE), vice-líder do governo na Câmara, afirmou hoje pela manhã durante o café da manhã promovido pela Bancada do Nordeste, que “precisamos organizar a Bancada”, disse.
Segundo ele, mais do que pensar uma pauta exclusiva para debater a questão do endividamento dos fruticultores, o Nordeste precisa ser integrado. “Temos que construir uma agenda própria para atender toda a região”, defendeu.
A declaração de Guimarães se deu após ele verificar que a condução do atual coordenador da Bancada focou a primeira reunião de 2012 “praticamente” apenas ao problema dos fruticultores de Petrolina (PE), base eleitoral do coordenador da Bancada, Gonzaga Patriota (PSB-PE).
“Eu penso que deveríamos agregar dois elementos: O primeiro é que a questão da fruticultura não é só lá em Petrolina e em Juazeiro, na Bahia. O segundo é que não pode, essa ideia que foi passada aqui, de que não teve nada para o Nordeste. Não é dessa forma que a gente abre o diálogo com a Fazenda e o nosso governo”, ensinou.
Pois de acordo com o influente parlamentar cearense, “temos que pensar a Bancada do Nordeste como um fórum coletivo para que nós sejamos respeitados”, insistiu.
E o petista, que falou após Júlio César (PSD-PI), que cobrou de Patriota a renovação na coordenação da Bancada, falou mais.
“A questão nordestina tem que ser construída uma agenda própria, que é dela. E eu acho que nós não estamos conseguindo elencar na Bancada. Qual é a nossa agenda política? Nós estamos dispersos, não tem causa, não tem ideia e a gente fica a cada café desse tratando de um problema, quando afina em determinado setor isolado da economia nordestina. Está errado esta forma da gente tratar dos problemas da região Nordeste”.
Por fim, Guimarães afirmou “que nós temos que pensar que essa região é forte. Ela precisa se qualificar para o debate político aqui na Câmara. Até para ela protagonizar teses e ideias sobre o desenvolvimento regional. Porque senão a gente perde a condição de grande fórum político. Nem os governadores respeitam a Bancada nordestina, porque a bancada não está reconhecida nos demais fóruns”, encerrou.
(por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)