31 de julho de 2025

ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Nordeste aumenta participação no PIB nacional, mas cinco estados da região têm os piores PIB per capita do País. População do Piauí, Maranhão, Alagoas, Paraíba e Ceará têm as menores renda do Brasil. Bahia ocupa posição privileg

.

Por admin
Publicado em

Gil Maranhão

Agência Politica Real





(Brasília-DF, 25/11/2011) Duas notícias – uma boa e uma ruim – e que abalaram em cheio parlamentares, governos estaduais e a população nordestina como um todo, foram reveladas esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).





A boa: a região Nordeste (assim como a região Centro-Oeste) aumentou a sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, de 2008 a 2009 (0,4 ponto percentual).





A ruim – e não tão supreendente: cinco estados da região – Piauí, Maranhão, Alagoas, Paraíba e Ceará – têm o priores PIB per capiuta (renda por população) do País.

As informações estão na publicação das Contas Regionais do Brasil 2005-2009, do IBGE.

Em 2009, o menor PIB per capita brasileiro foi o do Piauí (R$ 6.051,10), bem abaixo da média nacional (R$ 16.917,66) – o maior foi registrado no Distrito Federal (R$ 50.438,46), onde inclui os elevados salários dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo (respectivamente), e de alguns funcionários do Congresso Nacional.





BAHIA INTEGRA “GRUPO DOS OITO”

A pesquisa do IBGE revela que a economia brasileira ainda é bastante concentrada. Em 2009, oito estados detinham 78,1% do PIB nacional. A maior participação continua sendo o estado de São Paulo (33,5%, equivalente a mais de R$ 1 trilhão).





O estado da Bahia é o único da região Nordeste que aparece no entre nesse grupo, ocupando um lugar privilegiado no ranking: sexto lugar.





As oito melhores economias brasileiras são: São Paulo (com participação de 33,5% do PIB), Rio de Janeiro (10,9%), Minas Gerais (8,9%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,9%), Bahia (4,2%), Distrito Federal (4,1%) e Santa Catarina (4,0%). Esse grupo perdeu 0,1 ponto percentual de participação em relação a 2008 e 1,6 ponto percentual desde 2002.





O estado de Pernambuco apaerc e em décimo lugar (com 2,4%) e o Ceará em décimo segundo, (com 2,0%).





Os fatores que influenciaram no avanço de participação dos demais estados ao longo dos sete anos observados na série 2002-2009 foram a fronteira agrícola, os incentivos regionais, a maior mobilidade das plantas industriais, além do avanço de novas classes consumidoras





Bahia está também entre os maiores ganhos de participação na série entre 2002 e 2009, nesse grupo dos oito. Os maiores ganhoam vieiram, pela ordem do Distrito Federal (0,3 ponto percentual), Santa Catarina (0,2 p.p.), Minas Gerais (0,2 p.p.) e Bahia (0,1 p.p.).





RESTANTE – Já no grupo dos 19 estados que participavam com os 21,9% restantes do PIB brasileiro em 2009, os destaques foram Mato Grosso (ganho de 0,4 ponto percentual desde 2002), Espírito Santo (0,3 p.p.) e Maranhão (0,2 p.p.). Ainda nesse grupo, 10 estados tiveram em 2009 a melhor participação na série, mostrando que não foram afetados diretamente pela crise mundial: Goiás (2,6%), Pernambuco (2,4%), Ceará (2,0%), Paraíba (0,9%), Rondônia (0,6%), Piauí (0,6%), Tocantins (0,4%), Amapá (0,2%), Acre (0,2%) e Roraima (0,2%).





VARIAÇÃO DE VOLUME – No ítem “Participação e Variação de Volume” do PIB, o estado do Piaui teve um segundo melhor desembpenho em 2009: cresceu 6,2 %. O estado de Sergipe apareceu em quarto,com 4,4%. Rondônia foi quem teve o melhor desempenho entre os estados: cresceu 7,3%.





Nesse item, segundo o IBGE, 18 estados, com representação relativa de 34,3% do PIB nacional, ficaram acima do resultado do País, com crescimento médio de 2,0% – além do Piauí e Sergipe, estão neste grupo os nordestinos Pernambuco (2,8%) e Alagoas (2,1%).

Os nove estados restante, que representavam 65,7% do PIB brasileiro, tiveram uma variação média, em volume, de -1,5%, ficando abaixo do variação nacional, que foi de -0,3%. Os estados que tiveram os piores desempenhos em 2009 foram aqueles em que as atividades ligadas ao minério de ferro (indústria extrativa) são importantes na economia. Espírito Santo (-6,7%), Minas Gerais (-4,0%) e Pará (-3,2%) lideraram o ranking com as maiores quedas em volume.





OS PIORES “PIB PER CAPITA” BRASILEIROS

A pior notícia, no entanto, do estudo “Contas Regionais do Brasil 2005-2009, do IBGE” está centrada no item “PIB per capita”, que avalia a situação de cada estado, pela renda de sua população.





Os cinco estado que aparece na tabela de baixo do ranking (cinco últimas colocações) são do Nordeste. De baixo para cima: Piauí, Maranhão, Alagoas, Paraíba e Ceará.

Oito estados brasileiros tiveram o PIB per capita acima da média brasileira (que foi de R$ 16.917,66), em 2009: Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. O Distrito Federal com o maior PIB per capita brasileiro, R$ 50.438,469, representou quase três vezes a média brasileira e quase o dobro de São Paulo, R$ 26.202,22, segundo maior.





O menor PIB per capita brasileiro foi o do Piauí, R$ 6.051,10, o equivalente a 36% do valor do PIB per capita brasileiro em 2009. O Maranhão teve o segundo menor PIB per capita (R$ 6.259,43). O estado de Alagoas teve o terceiro menor, com R$ 6.728,21. O estado da Paraíba ficou em quarto menoir, com R$ 7.617,71. e o Ceará, ficou com o quinto menor PIB brasileiro per capital, com R$ 7.686,62.





O Pará vem em seguida, em sexto. E daí em diante, o Nordeste entra em cena de novo: Rio Grande do Norte (R$ 8.893,90), Pernambuco (R$





PARTICIPAÇÃO DO NORDESTE NO PIB SUBIU: 13,5%

A particpação da região Nordeste no PIB Nacional subiu para 13,5% em 2009, segundo a pesquisa divulgada pelo IBGE.





De acor com o Instituto, as regiões Nordeste e Centro-Oeste foram as que mais avançaram suas posições relativas entre 2008 e 2009, com 0,4 ponto percentual cada uma, chegando a 13,5% e 9,6% de participação no PIB, respectivamente.





Os maiores estados do Nordeste, Pernambuco e Bahia, puxaram o avanço de 0,4 ponto percentual de participação da região entre 2008 e 2009. Em relação a 2002, o crescimento foi de 0,5 ponto percentual. Este movimento foi acompanhado pela maioria dos estados da região, com destaque para o Maranhão, que avançou 0,2 ponto percentual de participação no período.





Entre 2008 e 2009, os melhores resultados no Centro-Oeste foram os de Goiás e Distrito Federal, que avançaram 0,2 ponto percentual cada um. .





A região Sudeste perdeu 0,7 ponto percentual de participação em relação a 2008. Apenas o estado de São Paulo ganhou participação no PIB em relação a 2008 (0,4 p.p.). Minas Gerais (-0,5 p.p), Espírito Santo (-0,1 p.p.) e Rio de Janeiro (-0,4 p.p.) perderam participação. .





Na região Sul, o Paraná manteve a participação relativa, o Rio Grande do Sul avançou 0,1% e Santa Catarina, que além da crise mundial, também se ressentia da tragédia das chuvas no final de 2008, perdeu 0,1% de participação entre 2008 e 2009.

Na região Norte houve pequena perda de participação, de 0,1%, entre 2008 e 2009, influenciada pelo desempenho do Pará, maior estado da região, que perdeu 0,1 p.p de participação, muito em razão da especialização na extração de minério de ferro.





(Por Gil Maranhão, para Agência Politica Real, com edição de Genésio Jr.)