ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Extensão tecnológica na agenda política do Parlamento brasileiro. Tema é o foco de um seminário, um livro e da instalação de um Centro Vocacional Tecnológico, que vão movimentar a Câmara dos Deputados esta semana<BR>
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(Brasília-DF, 13/08/2011) A extensão tecnológica no Brasil é o tema de um seminário, de um livro e de uma exposição que vão movimentar a Câmara dos Deputados esta semana. O seminário será realizado na terça-feira, 16, no auditório Nereu Ramos (anexo II). O livro “Centro Vocacional Tecnológico: A extensão do saber serviço da população” será distribuído no evento. E a exposição – o projeto-piloto de um CVT (Centro Vocacional Tecnológico), que será montada na entrada do anexo II, acontece de 16 a 19.
Todo esse debate chega ao Parlamento brasileiro através do deputado Ariosto Holanda, do PSB do Ceará, em parceria com o Conselho de Altos Estudos (CAAT) – presidida pelo deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), a Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) – presidida pelo deputado Gastão Vieira (PMDB-MA) e a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) – presidida pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).
TRÊS MINISTROS NO SEMINÁRIO
A abertura do Seminário “Extensão Tecnológica no Brasil” está marcada para as 10h, do dia 16, e além do presidente da Câmara da Câmara, Marco Maia, contará com a participação de três ministros de Estado: Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia); Fernando Haddad (Educação), Fernando Bezerra de Coelho (Integração Nacional).
Dois painéis constam da programação do evento. O primeiro, na parte da manhã, será sobre “Assistência tecnológica às micros e pequenas empresas”. O moderador dos debates será o deputado Bruno Araújo, e expositores Marco Antonio de Oliveira, secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia; Glauco Arbix, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Roberto Simões, presidente do Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Emir José Suaiden, diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
O outro painel será à tarde e tem como tema “Capacitação tecnológica da população”. O moderador será o deputado Gastão Vieira, e os expositores Glaucius Oliva, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Pedro Antônio Arraes, diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Três autoridades da área da educação superior, profissional e tecnológica no País também integram a lista de convidados do evento: Cipriano Maia, coordenador do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão (Forproex), Cláudio Ricardo de Lima, presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e Luiz Cláudio Costa, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação.
MANIFESTO PELA EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA
No final do seminário será apresentado o Manifesto em Defesa da Educação Tecnológica, que será subscrito pelas autoridades presentes, e lido pelo deputado Romário (PSB-RJ).
O documento destaca o apoio à expansão da extensão profissional e tecnológica com objetivo de promover a sobrevivência da pequena e micro empresa e de ampliar os benefícios sociais da educação complementar, reduzir o analfabetismo tecnológico e promover a capacitação no ambiente de trabalho.
“Queremos, no final do seminário, constituir uma comissão formada por instituições representativas da educação profissional como o Instituto Centec, Institutos Federais de Educação, Fórum das Pró-Reitorias de Extensão, Embrapa e Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia”, acrescebta o parlamentar cearense.
CVT – CENTRO VOCACIONAL TECNOLÓGICO
Além do seminário, as pessoas vão poder Esta semana, no período de 16 a 19, visitar e ver in loco como funciona um Centro Vocacional Tecnológico (CVT), Um projeto-piloto será montado na entrada do anexo II, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Instituto Centec, vinculado à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará, que cedeu os equipamentos e pessoal.
O Centro pode ser montado em três modelos, com custos diferentes. “A estrutura padrão básica estabelece que o CVT 1, o menor dos três modelos, terá 520 m², a um custo de R$ 600 mil com os equipamentos. O CVT 2 de dimensão intermediária com 750 m² é uma ampliação da estrutura mais simples com adição de oficina de eletromecânica, sala de administração e auditório, orçado em R$ 1,1 milhão já equipado. E o CVT 3 é a estrutura maior com 1.500 m², com orçamento de R$ 2 milhões. Os três possuem sala de videoconferência para cursos a distância”.
O deputado Ariosto Holanda é autor da proposta – que ele vai apresentar no seminário – para a implantação de 1.000 Centros Vocacionais Tecnológicos no Brasil, pelo atual governo. Segundo ele, houve um corte drástico nos recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia que afetou a expansão dos CVTs – hoje existem mais de 300 implantados no país.
“Há uma escassez de recursos disponíveis na área da capacitação que precisa de investimento em ampla escala para dar respostas ao avanço atual da economia brasileira e atender a demanda, com estímulo ao crescimento, através de uma rede de CVTs e equipamentos simulares”, acentua.
LIVRO – A EXTENSÃO A SERVIÇO DA POPULAÇÃO
O livro “Centro Vocacional Tecnológico: A extensão do saber serviço da população”, que será distribuído no evento, é assinado pelos presidentes das três comissões da Câmara organizadora do seminário.
A publicação especifica o projeto completo, equipamentos e os custos de um CVT de acordo com o modelo de três tamanhos adotado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
Na sua apresenta, o livro destaca que “a sobrevivência das nossas empresas depende, mais do que nunca, da oportunidade de agregar inovação a seus produtos e processos, para fazer frente a essa situação desafiadora com aumentos de produtividade e atualizações de design e tecnologia. Inovação não é mero sinônimo de tecnologia – é tecnologia em uso, efetivamente incorporada a bens e serviços, trazendo ganhos mensuráveis ao empreendedor e à população em geral”.
Em outro trecho alerta: “Hoje, fala-se muito em cluster, empreendedorismo, cadeia produtiva, empresa de base tecnológica, incubadoras, mas não se fala em acabar com o analfabetismo tecnológico da população, das pequenas empresas e dos pequenos negócios. Por isso, torna-se urgente uma ação de massa voltada para o apoio tecnológico às micro e pequenas empresas e implantação de um amplo programa de ensino tecnológico que seja pautado, sobretudo, nas vocações das regiões”.
Os organizadores da obra dizem que esperam, com as ideias defendidas no livro encontrem repercussão entre os educadores e possam contribuir com o planejamento estratégico dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e o da Educação, “na sua missão não só de fortalecer a educação, ciência e a tecnologia do país, mas, sobretudo, de inovar com programas que resultem na capacitação das populações carentes. A padronização foi debatida em fóruns nacionais com secretários de Ciência e Tecnologia, entidades da sociedade civil e estados que possuem redes de CVTs”.
(por Gil Maranhão, para Agência Politica Real, com edição de Genésio Jr.)