31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Petistas afirmam que são contrários a proposta de tirar o BNB da Fazenda. Ideia do ministro Fernando Bezerra de propor que BNB seja subordinado a Integração Nacional foi criticada

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Por admin
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(Brasília-DF, 10/08/2011) Os deputados José Guimarães (PT-CE) e Pedro Eugênio (PT-PE) afirmaram hoje, 10, durante o Café da Manhã organizado pela Bancada do Nordeste que recepcionou o presidente do Banco do Nordeste do Brasil, BNB, Jurandir Santiago, que são contrários que o banco deixe de ser subordinado ao Ministério da Fazenda.



Segundo Guimarães, ele defende que o BNB se mantenha subordinado ao Ministério da Fazenda. Assim como Eugênio, que considerou “estapafúrdia a saída do BNB do controle do Ministério da Fazenda”, disse.





MAIS PARCERIA – O deputado José Guimarães, além de se pronunciar contrário a ideia sugerida pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, de fazer com que o BNB passe a pertencer à estrutura do Ministério dele, quer uma ampliação dos recursos do FNE (Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste) para o BNB. Guimarães destacou ainda a gestão do ex-presidente Roberto Schimidt e pediu que se aumentasse a parceria entre o BNB e os parlamentares.



FOMETO – Pedro Eugênio (PT-PE) disse em resposta a uma reportagem do jornal “Valor Econômico” que se o BNB dependesse apenas dos recursos do FNE perderia R$ 13 bilhões. Para ele, essa é a visão daqueles que são contra os bancos de fomento regional. O deputado Ariosto Holanda (PSB-CE) sugeriu resgatar proposta do ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Carlos Lessa, de promover no âmbito do BNB, um plano de desenvolvimento regional.



FUNDAMENTAL – A deputada Fátima Bezerra (PT-RN), presidenta da Comissão de Educação da Câmara, afirmou que “o BNB é uma peça fundamental para o combate das desigualdades regionais”. Já para o parlamentar Edson Silva (PSB-CE), “está na hora (do BNB) emprestar e acompanhar a aplicação dos recursos, pois, o Nordeste paga caro por isso em ter os recursos destinados para algumas funções e serem desviadas”, afirmou.





MICROCRÉDITO – Para Nelson Pelegrino (PT-BA) considerou que o BNB precisa assumir seu papel de instrumento do desenvolvimento do Nordeste e avançar mais sobre o microcrédito e também na função de ser o maior financiador para as empresas que queiram se estabelecer na indústria da reciclagem na região.





DESIGUALDADE – Na sua despedida, Jurandir Santiago, presidente do BNB, afirmou que as críticas levantadas pelos deputados do Piauí, ele concorda e “que nós devemos estar preocupados com a desigualdade regional e intra-regional. Essa é uma preocupação que o BNB vem tendo para diminuir a desigualdade intra-regional”, falou.





CONSIDERAÇÕES – Santiago disse ainda que a “inclusão produtiva, a capitalização do banco e o diálogo pleno com os parlamentares” são preocupações constantes da sua gestão a frente do BNB. Para ele, “o deputado representa o povo”, que apoia a “proteção do FNE para o BNB” e que “gosta da ideia de ter um plano de desenvolvimento regional, mas que precisa ouvir toda a região e os governadores”, finalizou.



(Por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)