ESPECIAL DE FIM DE SEMANA. Garibaldi debate com Dilma “substituição” da proposta que acaba com Fator Previdenciário
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(Brasília-DF, 05/08/2011) O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), afirmou a Agência Política Real na última terça-feira, 02, após o lançamento da nova PDI (Política de Desenvolvimento Industrial) apelidado de “Brasil Maior”, no Palácio do Planalto, que ele vem debatendo com a presidenta Dilma Roussef uma forma de “substituição” ao PL (Projeto de Lei) 3299/08 que elimina “pura e simplesmente” a fórmula encontrada no governo Fernando Henrique Cardoso para evitar uma quebra da Previdência.
Segundo ele, “a solução é a substituição do fator” e não sua “eliminação”, disse. O Fator Previdenciário é o calculo que na prática esvaziou direitos de aposentados, que teriam que receber uma certa quantia em salários mínimos, mas que reduz o valor para uma quantia menor a que o aposentado teria direito.
CRÉDITO – O ministro que teve uma audiência com a presidenta, uma semana antes do lançamento do “Brasil Maior”, respondeu a reportagem que nessa reunião, Dilma não cobrou dele nenhum balanço, ainda, da sua gestão a frente do Ministério da Previdência. “Não, ainda não”, afirmou. “Acho que ela (presidenta Dilma) está dando ainda um crédito, um tempo”, acredita.
SEM PREJUÍZO – Sobre a nova PDI, Garibaldi Alves Filho enfatizou o que a presidenta Dilma deixou “bem claro” que “a presidência diz que não pode ter prejuízo e nem comprometer as suas receitas (da Previdência)”, informou. Alves falou ainda que a pasta dele participou da formulação das regras que moldam a estratégia do “Brasil Maior”. Segundo ele, tudo “foi, foi acertado”, esclareceu.
DIÁLOGO – “A princípio (o Ministério da) Fazenda, é claro, estudou internamente, essa Política Industrial”, contou. Para, em seguida afirmar que “depois se abriu, para os estudos e sugestões da Previdência”, pontuou. O ministro assegurou que “não faltou diálogo, não faltou o debate das alternativas e não vai faltar”, insistiu.
APOIO – O ministro considera que as negociações diretas com a Presidência da República, além do Ministério da Fazenda, estão garantindo “apoio a Previdência”, defendeu. “Tenho certeza que (isso) vai continuar, (mas) não apenas isso”, enumerou. Para ele, as discussões em torno da nova PDI, “é apenas um desafio para a Previdência” dos muitos que “nós vamos tentar vencer”, discursou.
Alves abordou ainda que trabalha junto com a presidenta Dilma para aprovar “o Projeto de Lei 1992”, que tramita na Câmara, e “que trata da Previdência Complementar do Servidor Público”, comentou.
JUSTIÇA – Após a realização do evento no Palácio do Planalto que lançou o programa “Brasil Maior”, a reportagem da Agência Política Real entrevistou ainda o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso (PT-SP), que afirmou que a participação do Ministério dele no programa resume a um “acordo” que “nós celebramos com o Ministério da Indústria e Comércio”, falou.
COMBATE – Para ele, o “acordo” entre os dois Ministérios é para atuar “justamente na linha da Polícia Federal ter um laço mais estreito com as autoridades que atuam nessas áreas”, disse. O objetivo, segundo ele, é para “nós podermos combater o contrabando, o descaminho e o crime organizado”, anunciou. Segundo o ministro, “infelizmente existem”, “exatamente nessas relações”, informou.
Cardoso afirmou ainda que “a ideia é somarmos esforços nos ministérios para que possamos ter ações mais firmes na investigação e na punição daqueles que praticam atos ilícitos”, concluiu.
(Por Humberto Azevedo, especial para Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)