31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Deputado quer derrubar veto de Lula na Lei do Pré-Sal. Marcelo Castro (PMDB-PI) acredita que está nos royalties do petróleo os recursos necessários para criar um programa específico de desenvolvimento regional para a região

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(Brasília-DF, 08/06/2011) O deputado Marcelo Castro afirmou nesta quarta-feira, 08, que somente com a derrubada do veto do presidente Lula ao artigo 64 da Lei 12531/10 que instituiu as regras do Pré-Sal, será permitido as regiões Norte e Nordeste, maiores fontes de recursos para acabar de vez com a miséria.



A declaração do parlamentar piauiense aconteceu durante a realização do café da manhã oferecido pela bancada nordestina ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Castro lembrou aos presentes que quando da votação da matéria no plenário da Câmara, 369 deputados – num total de 441 votos – foram a favor da emenda dele que concedia rateio igual entre todos os Estados e os municípios do País.



Para evitar a pecha de radical, Castro apresentou aos demais deputados do Norte e Nordeste a seguinte proposta de conciliação: “Uma proposta que o RJ (e o ES) não perderiam um centavo”, salienta. “Não tendo conciliação, não chegando a um entendimento, nós vamos para a votação porque é assim que a democracia acontece”, ameaçou o peemedebista que foi aplaudido efusivamente pelos seus pares.



No final da tarde, em contato com a reportagem da Agencia Política Real, Castro informou que nos próximos dias estará contatando todos os 25 coordenadores das bancadas por Estados, onde recolherá assinatura para formalizar ao presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP), o pedido para colocar na próxima sessão do Congresso Nacional a apreciação do veto de Lula ao artigo 64 da Lei do Pré-Sal.



Sem programa – O piauiense Marcelo Castro considerou ainda que apesar das grandes conquistas econômicas alcançadas, sobretudo no Nordeste, durante o governo Lula, os três últimos presidentes: Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma – nenhum deles – não apresentaram um programa de desenvolvimento específico voltado para o Nordeste.



Para confirmar sua tese, Castro asseverou os últimos índices apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que segundo ele, “foi um tapa na cara da gente”. Tudo isso para mostrar que o crescimento econômico ocorrido no governo Lula estava baseado numa proposta para o País inteiro e não somente mais voltada para o Nordeste. “O Sul não tem mais pobre, o Sudeste quase não tem mais e o Centro-Oeste que tinha, quase também não tem mais”, informou.



De acordo com o peemedebista, o motivo que leva o Nordeste e o Norte a manterem alguns milhares de brasileiros em condições de extrema pobreza, é a falta de um programa específico de desenvolvimento para as regiões. “A pobreza no Brasil, infelizmente, está concentrada aqui nos Estados das regiões Nordeste e Norte”, concluiu ao lamentar a situação.









(Por Humberto Azevedo, Especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)