Bancada do Nordeste. Wellington Dias explica o tamanho das desigualdades que atinge o Nordeste; Ele defende um modelo para ajudar o Nordeste a avançar
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(Campina Grande-PB, 06/06/2011) O senador Wellington Dias(PT-PI) que está convencido em criar uma Bancada do Nordeste no Senado falando hoje para uma ampla assistência de pessoas interesadas em discutir o Nordeste na cidade de Campina Grande disse qual é o seu objetivo nessas séries de discussões que o Senado vem fazendo pelo Nordeste brasileiro.
“Qual o objetivo? O objetivo primeiro é criar um projeto único para a região, um projeto em que a gente possa juntar todas as forças – a força do Forum dos Governadores, a coordenação da Bancada do Nordeste na Câmara Federal, a coordenação da Bancada do Nordeste no Senado Federal, nos juntarmos em muitos momentos com outras regiões, como o Norte e o Centro Oeste, que muitas vezes tem algo comum com nossa região trabalharmos e formarmos uma pauta.”, disse
Ele destacou o nível das desigualdades que atingem tanto o setor público como o privado.
“O Brasil é muito desigual e isso passa pela partilha dos investimentos. Investimentos sob a forma de transferências, seja pela forma de financiamentos – tanto no setor público como no setor privado”
Ele destaca a questão tributária e fiscal que permetua oficialmente esse processo.
“Como a maior parte de nossa carga tributária é indireta, ela se torna mais injusta ainda nas regiões mais pobres. Vejam, as pessoas que ganham no Brasil até três salários mínimos, algo em torno de 1,6 mil reais, elas pagam uma carga tributária de 48%, as pessoas com uma renda de 30 salários mínimos pagam uma carga tributária de 28%. Qual a fatia que tem a população com fatia de mais baixa renda? O Nordeste e o Norte, é aqui que há uma grande carga de tributação injusta, e na partilha desses recursos há uma injustiça ainda maior”, disse.
Ele destacou que na distribuição dos recursos do Fundeb e do SUS a relação per capita coloca em pé de igualdade quem precisa menos do Estado. Ele disse que pessoas com mais renda usam menos as escolas públicas e a saúde pública.
( por Genésio Araújo Jr, enviado especial)