31 de julho de 2025

Bancada do Nordeste. Senadores da Paraíba reclamam de discriminação do BNDES ao Estado. Estado foi o que teve menor investimento do banco no Nordeste em 2010<BR>

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Por admin
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(Brasília-DF, 17/05/2011) Os senadores da Paraíba cobraram do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), em reunião da Subcomissão de Desenvolvimento do Nordeste, no Senado, mais investimentos do banco no Estado.



Segundo balanço apresentado pelo diretor para área social, Elvio Lima Gaspar, do total desembolsado para os estados da região, mais Minas Gerais e Espírito Santo, a Paraíba teve o menor percentual, de 1%. Os dois estados do Sudeste têm municípios na área de atuação da SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste.



Do investimento na área chamada de Nordeste ampliado, a Bahia ficou com 14%; Pernambuco, com 13%; Ceará, com 11%; Maranhão, 8%; Alagoas, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte, com 2%, cada. Todo o Estado de Minas Gerais ficou com 41%, e Espírito Santo, 8%.



O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), autor do convite a representante do BNDES, afirmou que está havendo um processo de desigualdade intra-regional e dividiu a região entre Nordeste rico (Bahia, Pernambuco e Ceará) e Nordeste pobre (Paraíba, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte).



“Não consigo entender a ação discriminatória que o governo vem fazendo, desde o governo [do ex-presidente Luiz Inácio] Lula [da Silva] com a Paraíba, por exemplo. A gente já sofre uma interferência política forte e ainda tem uma falência completa da aplicação desses recursos”, disse Rêgo.



O senador Cícero Lucena (PSDB-PB) afirmou que o governo federal está construindo muros dentro do Nordeste. “Nós estamos vendo, por ação do governo federal, a concentração em alguns estados do nosso país, por mais esforço que faça algum governador”, disse.



O senador tucano citou a medida provisória 512, editada no governo Lula, que prorrogou benefícios fiscais para indústrias de automobilismo para o Norte, Nordeste e Centro-oeste, mas previu prazo curto de apresentação de projetos que só beneficiou a instalação da Fiat em Pernambuco.



“Nós não podemos concordar que um estado como a Paraíba, que já foi a quarta economia do Nordeste, e hoje está em penúltimo, [receba poucos recursos], exatamente por conta da falta de visão do BNDES e dos bancos oficiais”, disse o senador Wilson Santiago.



A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) ponderou que, embora a Bahia tenha ganhado o maior percentual de recursos na região, as transferências são tímidas. “Se olhar no mapa, é fácil identificar o tamanho da Bahia, ainda mais levando em conta que a Bahia tem mais de 60% de seu território no semiárido”, disse.



O diretor do BNDES afirmou concordar que, embora o investimento no Nordeste tenha crescido de 8% em 2008 para 15,4% em 2010, ainda não é suficiente. “A angústia de Alagoas, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte é a angústia do banco também”, afirmou.



Apesar de afirmar que os governos estaduais aumentaram sua capacidade de planejamento, Lima Gaspar levantou como principal entrave para os investimentos na região a apresentação de projetos a longo prazo pelos estados e pelo conjunto da região.



(Por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Jr )