Bancada do Nordeste. O desenvolvimento do Nordeste não precisa ser igual ao do Sudeste, afirma Sudene. A Política Real acompanhou<BR>
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(Brasília-DF, 19/04/2011) Em detalhamento sobre o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDN) nesta terça-feira, 19, o diretor de Planejamento e Articulação de Políticas da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Guilherme Maia Rebouças, declarou que o desenvolvimento do Nordeste não precisa repetir os mesmo modelos do Sudeste e Sul do país.
Guilherme Rebouças foi o convidado da primeira audiência pública da Subcomissão Permanente de Desenvolvimento do Nordeste do Senado. Segundo o diretor, um dos princípios norteadores do PRDN é a não linearidade, de acordo com o qual a região deve buscar um modelo próprio de desenvolvimento.
Segundo o plano, o desenvolvimento do Nordeste deve ser baseado em setores intensivos em conhecimento, na utilização de potenciais da mineração e de biomas como a Caatinga e na ampliação do acesso à educação.
“O Nordeste não precisar ser São Paulo para depois vir a ser o Nordeste que a gente quer. O caminho para o desenvolvimento não é único, uma estrada que nós atrás e alguns estados estão na frente. O modelo de desenvolvimento do séc. XX, baseado na indústria, não é necessariamente, o desenvolvimento deste século. Nós temos condições objetivas para colocar em movimento um modelo de desenvolvimento e não apenas reproduzir outros modelos”, disse Guilherme.
Segundo Guilherme, um modelo de desenvolvimento para o semiárido não deve se restringir somente à solução do problema hídrico, mas na utilização de tecnologias inovadoras para realizar mudanças na estrutura econômica, fundiária e urbana. A transposição do rio São Francisco vai contribuir para a realização desse objetivo.
“A solução hídrica não é a solução única para o Nordeste. A gente não encarra essa subregião como um problema. Nós estamos perdendo oportunidades incríveis não aproveitando as riquezas que o semiárido tem”, disse Guilherme.
Para a Sudene, o desenvolvimento do Nordeste deve ser entendido como integrado ao desenvolvimento nacional. “É um vício, de quem estuda economia regional, da Sudene e do Banco do Nordeste, olhar para o umbigo da região, sem atrelar a questão regional ao projeto nacional. O desenvolvimento deve estar soldado no crescimento nacional”, disse o diretor de planejamento.
O plano de desenvolvimento também prevê o fortalecimento de pequenas e médias empresas para geração de empregos e erradicação da pobreza. Guilherme ressalta, porém, que a economia nordestina não deve estar baseada somente nessas empresas. “Elas desempenham o papel delas, mas se articulam com grande empresas dinâmicas, que se vinculam a mercados internacionais. O nosso desafio é fazer com que essa engrenagem seja de construção e não de destruição mútua”, disse.
Os senadores Eduardo Amorim (PSC-SE) e José Pimentel (PT-CE) alertaram para que o plano busque evitar a concentração de renda e o deslocamento para os centros urbanos e litorâneos.
PPA – O presidente da subcomissão, senador Wellington Dias (PT-PI), pediu mais objetividade ao plano, com ações determinadas para cada área. Pimentel pediu para que a Sudene envie cópia dos projetos para que os senadores possam incluí-los no Plano Pluri Anual (PPA) 2012-2015, que será elaborado pelo Congresso Nacional este ano.
(Por Evam Sena, especial para a Política Real, com edição de Genésio Araújon Jr )